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Japão quer levar para a ONU questão nuclear da Coréia do Norte

Coréia do Sul, Estados Unidos e Japão reagiram energicamente nesta quinta-feira ao que consideraram uma provocação da Coréia do Norte, que anunciou ontem ter concluído uma nova etapa na fabricação de bombas atômicas, com a retirada de 8.000 barras de combustível nuclear, que propiciam a criação de uma bomba atômica.

Os três países defendem que o problema seja levado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. “Nossa preocupação é grande”, declarou o porta-voz do governo japonês, Hiroyuki Hosoda, durante uma entrevista coletiva.

De acordo com especialistas, essa quantidade poderá ser suficiente para produzir seis bombas nucleares.

“O fato de que [os norte-coreanos] tenham feito funcionar o reator [e fabricado o combustível] é um grande problema. Isso demonstra que não desejam gerar energia, mas sim obter plutônio”, acrescentou.

As barras de combustíveis foram extraídas da central experimental de Yongbyon (90 km ao norte da capital norte-coreana, Pyongyang).

A atividade no complexo de Yongbyon havia sido suspensa em virtude de um acordo bilateral com os Estados Unidos assinado em 1994, que foi invalidado em 2002, depois que o governo americano revelou a criação de um programa norte-coreano para enriquecimento de urânio, violando o acordo.

Hosoda também disse que a Coréia do Norte deve abandonar seu programa nuclear, e afirmou que as discussões serão “mais eficazes” quando o tema for levado por japoneses e iranianos à ONU (Organização das Nações Unidas).

Diplomacia “vigorosa”

Nesta quarta-feira, o porta-voz do Departamento americano de Estado, Richard Boucher, disse que é preciso aplicar uma “diplomacia vigorosa” para levar a Coréia do Norte de volta à mesa de negociações sobre seu programa nuclear, e solicitou que a China organizasse um novo encontro.

O governo chinês, que é aliado do governo norte-coreano, rejeitou tomar qualquer ação. “Os fatos provaram que a pressão não ajuda a achar uma solução (…) pelo contrário, só complicam mais a situação”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Kong Quan.

O ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Ban Ki-Moon, disse ter “graves preocupações” frente a uma situação deteriorada na região. “Acredito que China, Rússia, EUA e Japão também estejam preocupados” frisou.

O embaixador dos Estados Unidos no Japão, Thomas Schieffer, declarou nesta quarta-feira que acredita que Pyongyang está se preparando para fazer um teste nuclear.

“Se a Coréia do Norte executar um teste nuclear, ficará completamente isolada”, advertiu o ministro sul-coreano.

Bombas

Em 10 de fevereiro último, o governo norte-coreano emitiu um comunicado confirmando a existência armas nucleares no país, afirmando que “precisa de proteção contra a crescente hostilidade do [governo] dos Estados Unidos”.

A Coréia do Norte se recusa participar, há quase um ano, de uma quarta rodada de negociações multilaterais, com representantes de outros cinco países: China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia.

Desde 2003, aconteceram três encontros dos representantes dos seis países em Pequim (China). Em nenhuma delas, houve qualquer avanço no sentido de conseguir garantias do governo norte-coreano acerca da interrupção do programa nuclear.

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Gazeta Admininstrator
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