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Investigações mostram que viúva planejou o crime, diz delegado

O avanço das investigações sobre a morte do milionário da Mega-Sena Renné Senna leva a crer que a viúva Adriana Almeida seria a mentora do crime. “A hipótese do envolvimento da filha Renata ou de algum outro familiar está em segundo plano no momento”, afirmou o delegado Roberto Cardoso, da Delegacia de Homicídios, que disse, no entanto, que a participação de cada um dos seis presos, suspeitos de envolvimento no crime, ainda não está clara, mas há provas.

“Se não existissem, eles não estariam presos por força de um mandado, indiciados por homicídio doloso qualificado”, completou o delegado, que vê no dinheiro a principal motivação para o assassinato de Renné Senna.

Segundo Cardoso, além dos relacionamentos extraconjugais de Adriana, o fato de a viúva ter comprado a cobertura de Arraial do Cabo (Região dos Lagos do Rio) escondida do marido pode ter motivado a discussão do casal dias antes da morte do ex-lavrador, que a teria expulsado de casa e ameaçado retirá-la do testamento.

Ainda de acordo com o delegado, seria da ex-cabeleireira a responsabilidade de contratar e pagar os seguranças. “Na condição de representante, ela passou a dar as cartas depois que foi morar com Renné. Fazia os pagamentos, contratava e demitia, como fez com o cunhado Miguel e sua mulher Maria da Penha”, explicou Cardoso.

Ex-PM Anderson teria ameaçado milionário
Durante as investigações, a polícia descobriu que havia uma animosidade entre o ex-segurança Anderson Silva Sousa, preso na sexta-feira (2), e a vítima. “Ele foi demitido de maneira grosseira e teria prometido invadir a fazenda e se vingar”, contou o delgado. O ex-PM foi demitido em setembro depois que o milionário descobriu um plano para seqüestrá-lo e que Anderson usava uma falsa carteira da Polícia Militar.

Nesta terça-feira (6), foi ouvido também um policial identificado como sargento Correa, do 17º BPM (Ilha do Governador), amigo de Anderson. O nome dele foi encontrado em propostas de oferta de serviço de segurança encontradas na casa do ex-PM, que seriam entregues a comerciantes de comunidades da Ilha do Governador, no subúrbio do Rio. “Há indícios e estamos investigando a participação de Anderson com a milícia daquela área”, assegurou o Cardoso.

Agora, Roberto Cardoso planeja voltar ao local do crime. “Quero arrolar novas testemunhas no palco dos acontecimentos para decidir os passos a serem seguidos”, disse ele.

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