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Insônia pode ser tratada sem medicamentos

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Uma grande parte da população sofre desse mal chamado insônia. A falta de sono, ou melhor, não dormir é uma das poucas coisas que nosso organismo não tem condições de se adaptar. Nós nos adaptamos a comer menos, a trabalhar mais, a gastar menos dinheiro e a tantas coisas diferentes, mas não dormir é algo que, sem dúvida, trará grandes perdas rapidamente.

O padrão de sono nos seres humanos muda com o avanço da idade. Todos nós sabemos que bebês recém-nascidos dormem muito (ou na teoria deveriam dormir) e os mais idosos acordam muito cedo. Porém, existem muitas pessoas que não conseguem dormir durante a noite e isso traz muitas enfermidades e, claro, atrapalha o humor, o trabalho e os relacionamentos.

Um estudo1 trouxe alguns resultados interessantes. Já é de conhecimento que exercícios físicos de alta intensidade melhoram muito a qualidade do sono. Neste estudo foi analisado se o aumento nos níveis de atividade física em pessoas sedentárias e com insônia poderia ter algum resultado. As pessoas fizeram exercícios de intensidade moderada. Todos fizeram 150 minutos de exercícios por semana, durante 6 meses. Após 6 meses, as pessoas exercitadas apresentaram diminuição da insônia, redução nos sintomas de depressão e ansiedade.

Na minha opinião, o que existe de mais interessante é a intensidade dos exercícios. Isso porque existe, sim, muitas pessoas que não gostam de fazer exercícios intensos e exaustivos e isso deve ser respeitado. Neste estudo, os pesquisadores compararam os exercícios feitos a um breve passeio. Na prática, aquelas pessoas que sofrem de insônia e que são sedentárias podem se beneficiar de caminhadas leves e contar com seus efeitos benéficos como a cura da insônia, por exemplo.

Os participantes desse trabalho eram sedentários; sim, eram. Outro dado muito interessante nesse estudo é que a aderência aos exercícios foi alta, o que significa que depois dos 6 meses de coleta de dados, muitos deixaram de ser sedentários e passaram a ser pessoas ativas fisicamente.

Na contramão desse trabalho está o aspecto cultural que se instalou recentemente. As pessoas que são sedentárias e que afirmam não gostar de fazer exercícios, são erroneamente influenciadas pela mídia. Se é certo ou errado, aqui não estamos discutindo isso, mas a mídia de forma geral dá muita atenção aos extremos. Fazem apologia às pessoas que conseguem feitos incríveis no esporte. Divulgam as novas formas de exercícios que aparecem, como sendo difíceis e que moldam os corpos dos praticantes deixando atléticos. Porém, nem todos gostam, nem todos querem e, acima de tudo, nem todos podem. É muito importante divulgar que qualquer intensidade de exercícios pode trazer benefícios e isso deve ser incentivado e não desdenhado.
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1- Hartescu I1, Morgan K1, Stevinson CD2Increased physical activity improves sleep and mood outcomes in inactive people with insomnia: a randomized controlled trial.. J Sleep Res. 2015 Oct;24(5):526-34. doi: 10.1111/jsr.12297. Epub 2015 Apr 21.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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