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Imigrantes contratam estranhos para trazer filhos

Um crescente número de imigrantes que deixaram seus filhos nos seus países de origem estão contratando estranhos para trazê-los para os Estados Unidos de forma também ilegal.

De acordo com oficiais de imi-gração, tais estranhos se fazem passar por pais ou outros parentes das crianças e, algumas vezes, sedam os menores com grandes doses de xarope para tosse, a fim de assegurar que as crianças não chamarão a atenção dos agentes de fronteira.
– Pessoas que consideram ser muito perigoso trazer crianças pelo deserto sob temperaturas de quase 49°C, acham me-lhor entregá-las a completos estranhos – disse Roger Maier, porta-voz da U.S. Customs and Border Protection no Texas.

Ele alerta que confiar uma criança a um estranho, entre outras coisas, é uma atitude imprudente. “Não há garantias de que você verá seu filho outra vez. Não há garantias de que ele será bem tratado”, disse Brian Levin, porta-voz da U.S. Customs and Border Protection no Texas.

Agentes de imigração afirmam que a tática tornou-se mais comum, em parte, porque mais imigrantes ilegais têm decidido trazer suas famílias para o País. No passado, era mais comum que os homens deixassem suas famílias para vir para os EUA, e voltassem de tempos em tempos para visitá-las.

Muitos cidadãos norte-americanos, residentes permanentes e outras mulheres com direito legal de viver nos EUA têm sido processadas nos últimos anos por tentar trazer crianças para o país. Oficiais de fronteiras não têm um levantamento oficial, mas acreditam que o número tem crescido recentemente.

As mulheres, em geral, são pobres e contratadas por traficantes por $100 até $500 por transação. Na maioria das vezes, as mulheres são mães e utilizam as certidões de nascimento dos seus próprios fi-lhos para atravessar os pontos de vigilância na fronteira.

– São pessoas vulneráveis, que são atraídas para este tipo de fraude. Essas mulheres estão tão concentradas em sobreviver e em tomar conta de seus próprios filhos, que quando alguém aparece com uma história triste envolvendo crianças, ganha a simpatia delas é tão forte, que não conseguem resistir – afirma Joel Parris, assistente da Defensoria Pública de Tucson.

A pena aplicada a este tipo de crime tem sido, em média, de 15 meses de prisão, seguida de deportação.

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