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Imigração é tema de campanhas estaduais.

A quase 3,2 mil quilômetros da fronteira com o México, a primeira pergunta em um recente debate entre candidatos ao governo de Massachusetts, não foi em torno do matrimônio gay ou dos impostos, mas sim sobre os indocumentados.

O moderador dos debates queria saber o que pensavam os democratas sobre uma proposta para que a polícica estadual prenda imigrantes ilegais. Também se o estado de Massachusetts, que não tem fronteira internacional, poderia ser mais agressivo na campanha contra os empregadores de indocumentados do que outros estados fronteiriços como Califórnia, Arizona e Texas.

Como os imigrantes ilegais trabalham em todas as partes dos Estados Unidos, em granjas e fábricas, como operários de construção e jardineiros, o tema começou a infiltrar-se em muitas das 36 campanhas para governador em todo o país. E alguns efeitos são bastante visíveis.

Em Nebraska, Tom Osborne, um legendário treinador de futebol americano, legislador durante três gestões, respaldou projeto de lei que permitiria a filhos de indocumentados pagar por matrículas escolares mais baratas. Foi derrotado na primária republicana de 9 de maio pelo governador Dave Heineman, que vetou a medida.

Em Tennessee, Jim Bryson, outro candidato a governador pelo partido Republicano, disse que se eleito, estabeleceria um escritório de imigração para informar diretamente ao governador. Também propôs que a Patrulha de Caminos de Tennessee se encarregue de fazer cumprir as leis de imigração.

Em Wisconsin, o governador democrata Jim Doyle, que busca a reeleição, tem sido castigado pelos republicanos por vetar uma lei que teria exigido a todos os beneficiários de ajuda estatal que comprovem ser cidadãos norte-americanos.

Doyle alegou que a medida negaria também benefícios a cidadãos legais. “Não sei se exitem muitas comundiades que não têm sido afetadas por imigrantes, ou ao menos por chegadas recentes de indocumentados”, disse John Comer, um professor de Ciências Políticas na Universidade de Nebraska-Lincoln.

Jack Pitney, um professor de assuntos relacionados com o governo na Universidade Claremont McKenna College, da Califórnia, disse que a segurança nacional também influencia o debate. “Grande quantidade de pessoas diz que se a fronteira é insegura, então a segurança interior corre riscos”, disse Pitney.

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Gazeta Admininstrator
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