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Imigração ‘beneficia a todos’, diz relatório

Os EUA continuam sendo os maiores receptores de imigrantes
A imigração beneficia tanto o país de origem do imigrante como o local de destino, segundo o relatório anual da Organização Internacional para a Imigração (OIM) apresentado nesta quarta-feira.
A organização, que é intergovernamental, afirma que há cerca de 192 milhões de imigrantes no mundo (as Nações Unidas estimam em cerca de 175 milhões), a maioria concentrada “em um pequeno número de países industrializados”. A organização avaliou os custos, benefícios, vantagens e desvantagens desse deslocamento de mão-de-obra.

Os países que mais recebem
Estados Unidos – 35 milhões
Rússia – 13,3 milhões
Alemanha – 7,3 milhões
Ucrânia – 6,9 milhões
França – 6,3 milhões
Índia – 6,3 milhões
IOM

De acordo com o levantamento, “a imigração traz de uma forma geral benefícios para todos. O país receptor ganha ao reduzir escassez de mão-de-obra (caso ele sofra desse problema), acelerando o crescimento econômico (…), ao mesmo tempo que o país que envia a mão-de-obra pode usar a saída de pessoal para aumentar os salários de quem fica”, diz o relatório.

“Com o tempo, os países podem encontrar um equilíbrio, reduzindo a necessidade de as pessoas se deslocarem tanto de um para o outro”, completa o documento.

Brunson McKinley, diretor da IOM, acha que a nova realidade do “mundo cada vez mais globalizado em que vivemos” deve ser melhor gerenciada. “Se isso ocorrer, teremos mais benefícios do que fatores negativos”.

“Um país não pode mais depender somente de mão-de-obra doméstica”, diz ele.

Impostos

A OIM cita um levantamento realizado na Grã-Bretanha mostrando que, entre 1999 e 2000, o saldo da imigração relativo aos impostos foi de US$ 4 bilhões (R$ 9,5 bi). Ou seja, a diferença entre o que os imigrantes pagaram em impostos e os benefícios que eles receberam do governo.

E mais do que tirar trabalho de locais, o documento afirma que os imigrantes preenchem espaços vazios no mercado de trabalho, trabalhando tanto em subempregos, como em postos de alto risco ou extremamente especializados, altamente remunerados.

Na cidade de Chicago, por exemplo, há mais médicos etíopes em exercício do que na própria Etiópia.

“Há muito pouca evidência que, em países ricos, os imigrantes estejam substituindo a mão-de-obra local”, diz Irena Omelaniuk, editora do documento.

Mulheres

A OIM estima que os imigrantes correspondem a 3% da população mundial. Quase a metade é formada por mulheres.

Apesar de o número de imigrantes ter aumentado, de 82 milhões em 1970 para 192 milhões atualmente, em alguns países (como os da Ásia e África) o volume de estrangeiros imigrando diminuiu.

Isso poderia ser explicado pela explosão populacional e desenvolvimento de países como Índia e China e maior estabilidade política nos países africanos.

Os países que mais enviam
China – 35 milhões
Índia – 20 milhões
Filipinas – 7 milhões
IOM

Os países de destino mais populares incluem os Estados Unidos – local que recebe mais de 20% do total de imigrantes no mundo – e a Rússia, receptor de cerca de 8% desse total, a maioria das pessoas vinda de ex-repúblicas soviéticas.

Os imigrantes também ajudariam a aquecer a economia de seus países de origem. Segundo o levantamento, mais de US$ 100 bilhões (R$ 238 bilhões) foram enviados por imigrantes aos seus países em 2004. O número real deve ser pelo menos o dobro deste valor já que um grande volume de dinheiro é enviado informalmente.

Nas Filipinas, por exemplo, o dinheiro enviado por gente de fora a familiares ou empresas no país corresponde a 10% do PIB.

O relatório não faz referências específicas sobre o Brasil, mas estima-se que cerca de um milhão de brasileiros vivam no exterior, em países como os Estados Unidos, Japão e na União Européia.

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Gazeta Admininstrator
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