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Ídolo na Alemanha, Bruno Souza curte férias no Brasil

Göppingen com certeza é um lugar desconhecido por muitos brasileiros. Para o atleta niteroiense Bruno Souza, eleito o terceiro melhor jogador de handebol do planeta em 2004 pela IHF (Federação Internacional de Handebol), a cidade alemã é um lugar marcante em sua vida. Lá ele encontrou a fama, o sucesso e o reconhecimento necessário de um esporte de pouco investimento no Brasil, que faz com que o atleta passe muitas vezes despercebido nas ruas do nosso país.

De férias no Brasil após a longa e cansativa temporada alemã atuando pelo Frisch Auf, clube que terminou o campeonato na oitava colocação da Bundesliga deste ano, Bruno curte a companhia dos amigos e as praias de Niterói. Sua reapresentação ao clube europeu está marcada para o dia 18 de julho.

Desde 1999 na Alemanha, Bruno foi contratado pelo Frisch Auf e logo em sua primeira participação foi o vice-artilheiro da competição. No ano seguinte, o atleta foi o maior goleador do torneio e o grande responsável pela ascenção do time à primeira divisão após 12 anos. Em sua terceira temporada na Alemanha, foi vice-artilheiro mais uma vez e ainda esteve em quadra no “Jogo das Estrelas”, partida que reúne os melhores jogadores da Liga. Até hoje, Bruno já disputou o evento quatro vezes.

A identificação de Bruno com Göppingen e o Frisch Auf é tão forte, que o brasileiro anunciou a sua permanência até junho de 2008. A renovação do contrato era incerta, devido ao interesse de equipes como o Lemgo. A ligação emocional do atleta com a equipe de Göppingen pesou na hora da decisão. Em entrevista ao GLOBO ONLINE, Bruno contou um pouco mais de sua vida em Göppingen.

GLOBO ONLINE: Como foi a sua transferência para o Frisch Auf Göppingen, da Alemanha?

BRUNO SOUZA: Em 1999 a seleção brasileira disputou o Mundial do Egito e jogamos contra a Alemanha. Joguei bem e recebi a proposta para ir para lá. Aceitei pois é um país sério onde a minha projeção seria maior.

GLOBO ONLINE: Você é muito assediado pelos fãs e reconhecido nas ruas pelas pessoas lá na Alemanha?

BRUNO SOUZA: Sim. É bem legal, sou reconhecido nas ruas, as pessoas me param para tirar fotos, dar autógrafos e fico muito feliz com esse reconhecimento. Claro que às vezes é complicado pois também tenho minha vida privada e gosto de fazer minhas coisas. Ocorrem vezes do pessoal do time sair e sempre tem alguém que chega para chamar a atenção de que atleta não pode fazer isso ou aquilo.

GLOBO ONLINE: Como é para você ser tão reconhecido na Alemanha e nem tanto assim aqui no Brasil?

BRUNO SOUZA: Levo isso numa boa, até porque também gosto desse anonimato. Tenho meu amigos e sempre costumo passar minhas férias aqui no Brasil, que é o melhor lugar do mundo. Gostaria muito que as pessoas aqui reconhecessem mais o handebol, não só o Bruno.

GLOBO ONLINE: Como foi a sua adaptação?

BRUNO SOUZA: Cheguei na Alemanha e percebi um certo receio por parte do grupo, pois eles não sabiam como seria a minha adptação. Mas rapidamente perceberam que eu jogava no mesmo nível deles. A minha adaptação foi rápida pois eu tive toda a estrutura que precisava e a minha preocupação era somente em jogar bem.

GLOBO ONLINE: Você pretende morar por lá mesmo depois que encerrar a carreira?

BRUNO SOUZA: Ainda não decidi isso. Acabei de renovar meu contrato até 2008, quando vou estar com 31 anos e só quando encerrar o acordo é que vou tomar a decisão. Tive propostas de outras equipes mas preferi continuar na minha equipe, pois acho importante continuar fazendo história em um clube. A gente vem crescendo a cada campeonato e estou me sentindo muito bem.

GLOBO ONLINE: No ano passado você foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo. Esse ano como foi fazer parte da seleção do mundo contra a Espanha?

BRUNO SOUZA: Foi um jogo beneficente para as vítimas do Tsunami e que serviu também para a campanha de candidatura de Madri como sede das Olimpíadas de 2012. Fiz quatro gols e foi mais um jogo de festivo, com lances pouco vistos em jogos de campeonato. Só de estar presente já foi muito legal.

GLOBO ONLINE: Qual foi o momento mais marcante na sua carreira?

BRUNO SOUZA: É difícil dizer. O jogo contra a Argentina, que a gente ganhou e que nos classificou para as Olimpíadas de Atenas marcou muito. Uma outra partida que ficou gravada também foi pela seleção na derrota para Cuba, no Pan Winnipeg, por apenas um gol de diferença. Na Alemanha o jogo com a seleção do mundo foi outro momento que me marcou muito.

GLOBO ONLINE: Para você, o que falta para o handebol brasileiro enfrentar as grandes equipes do mundo de igual para igual?

BRUNO SOUZA: Falta jogar mais vezes contra as melhores seleções do mundo e, assim, aos poucos vamos evoluindo. A gente joga uma partida, perde de dez. Jogamos a segunda e perdemos de menos e vai ter uma hora que vamos ser derrotados por um ou dois gols. Assim a gente acaba chegando em um mundial enfrentando essas seleções de igual para igual.

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