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Hotéis de luxo usados para “turismo de maternidade” são investigados na CA

The Carlyle hotel em Irvine, Califórnia. Foto: Flickr.

Os complexos de apartamentos The Carlyle, uma propriedade de luxo em Irvine, sul da Califórnia, tem abrigado o dobro de mulheres chinesas grávidas e mães recentes que, supostamente, ficam hospedadas para terem os bebês nos Estados Unidos. O aumento desse tipo de hóspede tem chamado a atenção das autoridades americanas que realizaram uma “blitz” no local nesta semana.

Segundo as autoridades, as mulheres são aliciadas na China e pagam entre $40 mil e $80 mil para terem seus bebês na América. Os hotéis ficam próximos a vários hospitais na região. No local, elas têm acesso à piscina, quarto de luxo e têm assistência da equipe que organiza tudo – desde a vinda para os EUA, transporte para consultas médicas e idas a restaurantes e lojas, até o parto.

No total, 20 localidades em Los Angeles, San Bernardino e Orange foram alvo dos agentes que estavam buscando empresas que fazem esse tipo de esquema chamado de ‘turismo de bebês’.

Nenhuma das mulheres foi presa, elas estão sendo investigadas apenas como testemunhas. Durante a operação, os paramédicos ficaram à disposição no caso de alguma delas entrasse em trabalho de parto durante a varredura, já que a muitas vão faltando pouco tempo para ganhar o bebê.

De acordo com documentos judiciais, a investigação foi dirigida a líderes e busca desbaratar uma organização que arrecada milhares de dólares neste ramo burlando o sistema sem pagar imposto ao governo.

O DHS menciona ainda que, todos os anos, cerca de 40 mil mulheres vêm aos EUA com visto de turista para terem seus bebês.

“Não é necessariamente um crime vir para os EUA ter um filho, mas se você mente na hora de dar entrada no visto sobre as razões pelas quais está vindo para os EUA, é considerado fraude”, afirmou Claude Arnold, agente especial do Homeland Security em Los Angeles.

A investigação apontou ainda que as clientes são aconselhadas sobre o que dizer para obter um visto de turista; como realizar a viagem pelo Hawaii ou Las Vegas para evitar suspeitas dos oficiais de imigração. Além disso, as mulheres são orientadas em alguns casos a disfarçar a gravidez na viagem.

As chinesas são as de maior número que vêm aos EUA para ter bebê. Foto: pixabay.

Turismo de maternidade

Esse tipo de “negócio” tem chamado a atenção das autoridades americanas e vem sendo investigado pelo FBI. A dupla cidadania abre as portas no futuro tanto para o filho quanto para os pais.

O serviço se tornou um “negócio lucrativo” para algumas empresas que chegam a obter quase $100 mil dólares por parto. No dia 21 de junho de 2017, a Miami Mama LLC, em Hallandale Beach, virou alvo de investigação pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).

Os “bebês âncoras”

Conforme a Constituição americana, todas as crianças nascidas no país, inclusive se forem filhas de turistas ou imigrantes indocumentados, conseguem a cidadania do país automaticamente, e de acordo com as leis de imigração, filhos cidadãos americanos podem pedir a residência dos pais depois que completarem 21 anos, o que os torna uma “âncora” para que a família permaneça no país. Contrários à prática, inclusive o presidente Donald Trump, defendem eliminar a cidadania automática às crianças. Trump alega que o uso do sistema do país, como benefícios em saúde e educação por essas famílias através das crianças, precisa ser revisto.

Leia mais sobre o assunto em“Turismo de Maternidade” no sul da Flórida é investigado pelo FBI

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