DESDE 1994 SERVINDO À COMUNIDADE BRASILEIRA NOS ESTADOS UNIDOS.

Breaking news

Governo Trump reforça término de proteção para quase 200 mil salvadorenhos

Até 2019 cidadãos de EL Salvador terão que deixar o país. Foto: National TPS Alliance.

A Administração Trump reforçou nesta segunda-feira, 8, o anúncio da revogação do Status de Proteção Temporária de cerca de 200 mil habitantes de El Salvador que viveram e trabalharam legalmente nos EUA por décadas.

Segundo o governo, os salvadorenhos terão até setembro de 2019 para deixar o país ou ajustar seu status legal. El Salvador é um dos países cujos cidadãos perderam o Status de Proteção Temporária sob o presidente Donald Trump, junto com o Haiti, Honduras e Sudão. Em setembro, o DHS anunciou que o TPS para o Sudão terminaria em novembro de 2018.

Imigrantes desses países da América Central foram, de longe, os maiores beneficiários do programa, que oferece alívio humanitário para estrangeiros cujos países são atingidos por catástrofes naturais ou outras conflitos.

De acordo com o Instituto de Política de Migração dos Estados Unidos, os salvadorenhos receberam proteção temporária pelo Congresso em 1990 em resposta a uma guerra civil que deixou milhares de mortos. O instituto estima que um quarto da população do país fugiu durante a guerra sangrenta, entre 1980 e 1990.

Em 2001, o então presidente George W. Bush concedeu a proteção temporária que veio sendo renovada pelos outros ex-presidentes que passaram pelo governo.

Conforme relatado em novembro, o status de proteção temporária não fornece um caminho para a cidadania legal aos salvadorenhos nos EUA. Eles não recebem green card e não são considerados elegíveis para cidadania ou residência permanente legal com base em seu status de TPS. No caso, para conseguir a legalização, eles teriam que obter pelos meios viáveis como por meio de casamento ou de um empregador, por exemplo.

Ou seja, até setembro de 2019, muitos salvadorenhos terão que escolher entre retornar voluntariamente ao país de origem ou correr o risco da deportação. De acordo com o Centro de Estudos Migratórios, mais da metade dos beneficiários de El Salvador moram nos Estados Unidos há mais de 20 anos.

A partida deles pode afetar a economia dos EUA também, diz o Centro de Estudos de Migração, que estima que a taxa de participação da força de trabalho para receptores de TPS de El Salvador, Haiti e Honduras está entre 81 e 88% acima do total da taxa da população dos EUA que é de 63%. A maior parte dos beneficiários trabalha na construção, indústria de serviços alimentares, paisagismo, cuidados infantis e mercearias.

Nova lei permitiria a imigrantes sob o “TPS” solicitarem residência permanente nos EUA

Projeto de lei ASPIREAct

O projeto de lei, apelidado de ASPIREAct., permitiria que toda pessoa abrangida pela TPS antes de 1º de janeiro de 2017 se candidatasse à residência permanente, provando perante um juiz que enfrentaria dificuldades extremas se forçado a retornar para casa.

O projeto de lei também cria uma nova forma de “status protegido” para os beneficiários de TPS que estiveram nos EUA por pelo menos cinco anos. Em vez de aguardar a renovação ou a revogação de seu status a cada 18 meses, os atuais beneficiários da TPS poderiam permanecer nos EUA por um período renovável de seis anos, embora não fossem elegíveis para residência permanente se não puderem provar dificuldades extremas.

Baixe nosso app:

Comments

comments

[apss_share]

Tags: ,,,

Gazeta News
Gazeta News
226