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Golpe amigo

14366111049_952368157e_oMuita gente que chega para morar nos Estados Unidos, procura apoio com seus patrícios já residentes por aqui, em razão das afinidades naturais (língua, costumes, comida, etc.), que supostamente deveriam ajudá-los a transpor as dificuldades de uma mudança para uma nova terra.

Quando cheguei por aqui, ouvi falar de estórias de que muitos brasileiros já teriam levado um “by pass” de um próprio conterrâneo. Demorei para acreditar que isso seria possível, mas lamentavelmente parece que é mais comum do que imaginamos. Como pode haver por aqui pessoas vocacionadas a dar golpes, aproveitando-se do desconhecimento de pessoas recém-chegadas?

Os golpes são praticados por pessoas que se aproximam com o propósito de ajudar “sem interesse”, mas sempre possuem soluções para quase tudo que se pergunta. Constroem uma amizade superficial e intensa, buscam muitas informações a respeito da vítima e insistem em ajudar a resolver quase todos os seus problemas, especialmente aqueles que dependem de dinheiro.

Facilidade para tirar carteira de motorista ou seguro social, ajuda para comprar um carro usado ou novo, apoio para conseguir um seguro para veículo ou para residência, orientações para compra de um imóvel ou contratação de um advogado, abrir conta em banco e até mesmo para fazer compras pela internet ou conseguir vaga em escolas são alguns dos casos que já ouvi por aqui. Lembrando que em cada uma dessas situações tem um valor cobrado por esse suposto amigo, que na maioria dos casos era um serviço gratuito, de outro modo, mais tarde, as pessoas descobrem que os valores dos serviços deveriam ser bem menores do que os que lhes foram ofertados!

Há casos piores, nos quais as pessoas perderam bastante dinheiro depositando uma quantia como adiantamento para compra de um veículo e nunca mais tiveram contato com o “Amigo Fraudador”, ou daqueles que entraram num projeto de um negócio que não saiu de um bonito papel.

Para você, que está chegando agora, procure obter ajuda de pessoas conhecidas ou daquelas que você pode buscar boas referências. Não há nada de errado em ajudar ou contar com ajuda, muito menos que você contrate uma pessoa ou empresa para ajudá-lo a se ambientar nos EUA. O cuidado ao qual estamos nos referindo são com as pessoas que se aproveitam do desconhecimento alheio e obtêm vantagem sobre elas, muitas vezes vendendo-lhes algo que não precisava ser pago.

Um dica básica é você buscar no próprio jornal Gazeta News ou no seu site (www.gazetanews.com) e comparar no mínimo três prestadores de serviços. Via de regra, quem anuncia há muito tempo goza de boa reputação e credibilidade.

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Igor Pipolo
Igor Pipolo
Igor M. Pipolo, ADS, ASE, é CEO da Nucleo, Inc e Diretor da SEKURA (EUA) e diretor do Departamento de Segurança da FIESP. Professor convidado da Universidad Pontificia Comillas de Madrid/Espanha. Sócio-fundador e ex-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança. Ex-presidente da American Society for Industrial Security.
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