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Gibson busca vingança contra mídia em

Nenhum crítico leva Mel Gibson a sério como diretor. “A Paixão de Cristo” abusa do espetáculo da violência para contar a história de Jesus –história na qual o que mais importa é a força da palavra, e não a imagem do sangue e das feridas.

Como produtor, a coisa fica ainda pior. O astro chamou um tal de Paul Abascal, que antes só havia trabalhado como diretor em séries para a TV e como cabeleireiro em produções-porrada como “Máquina Mortífera”, “Duro de Matar” e “O Predador 2”, para dirigir este “Paparazzi”.

Ator do quinto escalão, Cole Hauser interpreta Bo Laramie, um astro de Hollywood que começa a ser perseguido por paparazzi. Os fotógrafos são verdadeiros psicopatas que não hesitam em derramar sangue para conseguir suas fotos. Numa perseguição que termina em acidente, o filho do astro entra em coma.

Como este é um filme americano da pior espécie, o que Laramie decidirá fazer? Vingar-se pessoalmente dos fotógrafos, claro, destruindo a vida de cada um deles debaixo do nariz da polícia. O mais deprimente é ver coadjuvantes como Tom Sizemore e Daniel Baldwin fazendo vilões mais caricatos que os de história infantil.

“Paparazzi” defende aquela idéia torta de que os astros são seres indefesos frente a uma mídia voraz, como se os artistas não precisassem e estimulassem esse assédio para se manter sob os refletores. Gibson devia se recolher ao seu trabalho de ator. Nunca foi nem será um grande intérprete, mas pelo menos dessa maneira mostra sua bela estampa sem provocar fortes estragos no cinema.

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Gazeta Admininstrator
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