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Gêmeas siamesas que foram separadas em Cingapura passam bem após cirurgia

A cirurgia para a separação das duas gêmeas siamesas de 15 meses em Cingapura foi considerada um sucesso. Após dez horas na mesa de operação, as crianças passam bem, disseram os médicos. Anjeli e Anggi, que nasceram com três pernas e intestinos compartilhados, estão se recuperando. A operação foi feita no Hospital de Gleneagles, em Cingapura.

– As duas estão bem – disse Edward Kiely, que conduziu o time de 15 médicos que participaram da cirurgia.

Ele acrescentou, no entanto, que as meninas ainda não estão fora de perigo. Uma das gêmeas também tem problemas cardíacos.

– Talvez em uma semana, caso não haja nenhuma complicação, eu possa dizer que elas estão fora de perigo – afirmou.

A operação foi complexa e médicos tiveram que trabalhar na divisão dos órgãos que eram compartilhados pelas crianças.

– Não estava claro, até o momento da operação, quem iria ficar com qual parte – disse Kiely.

Como as meninas tinham apenas um mesmo intestino, os cirurgiões tiveram que garantir que cada criança ficasse com um sistema digestivo em funcionamento. Uma das gêmeas ficou com o intestino reto e a outra com o intestino grosso.

– Diferentes partes foram colocadas em cada uma das gêmeas, de forma que elas possam sobreviver.

A operação deixou cada uma das crianças com uma perna. A perna que tinham em conjunto foi dividida em duas.

Nascidas em um território rural da Indonésia, na província de Medan, as crianças são filhas de paishumildes. O custo da cirurgia, de US$ 270 mil, foi pago por autoridades de saúde da Indonésia. Alguns dos médicos envolvidos na operação também abriram mão de receber pagamento pelo trabalho.

A mãe das gêmeas, de 37 anos. disse ter ido a Cingapura porque os médicos locais de sua cidade não poderiam operar as crianças.

– Estou muito feliz porque finalmente a cirurgia foi feita – disse.

As gêmeas chegaram na cidade de Cingapura em fevereiro e passaram por uma bateria de testes antes da operação. Devido à sua limitada capacidade para se mover, as gêmeas tiveram diversos problemas de saúde, incluindo alta de pressão sanguínea.

Casos de crianças siamesas acontecem uma vez em cada 50 mil partos, sendo que apenas uma em cada 200 mil consegue sobreviver. Muitas chegam a sobreviver por um período, mas depois morrem. Em casos de cirurgias, não é raro quando apenas uma das crianças sobrevive, sendo que muitas destas morrem antes de completar dois anos.

Esta é a quarta operação deste tipo feita em Cingapura. Em 2003, o hospital de Raffles conduziu uma cirurgia sem precedentes, para separar duas adultas iranianas, Ladan e Laleh Bijani, que eram unidas pela cabeça. Depois de uma maratona de 52 horas de cirurgias, comandadas por uma equipe de 28 especialistas e 100 assistentes, as gêmeas morreram. Também em 2003, o hospital fez uma cirurgia bem sucedida para separar dois bebês sul-coreanos unidas pela coluna.

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Gazeta Admininstrator
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