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Gasoduto Urucu-Manaus pretende levar energia a municípios do interior do Amazonas.

Sete municípios do interior do Amazonas que serão cortados pelo gasoduto Urucu-Manaus – Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba –poderão utilizar o gás natural processado pela Petrobras. O assessor de comunicação institucional da empresa, Nelson Mendes, informou hoje (23) que 125 quilômetros de dutos adicionais de distribuição serão construídos no mesmo prazo que os 671 quilômetros do gasoduto – e que as empresas responsáveis pelas obras já estão contratadas.

As obras do gasoduto foram distribuídas em três trechos, designados por letras: A, que vai da província Petrolífera de Urucu à sede de Coari (285 quilômetros); B1, que vai da sede do Coari à sede de Anamã (196 quilômetros); e B2, que vai de Anamã à Manaus (190 quilômetros). Os trechos A e B2 foram orçados em R$ 770,6 milhões e serão executados pelo consórcio OAS e Etesco e pelo consórcio Camargo Correa e Skanska, respectivamente.

O orçamento desses dois trechos (que representam as pontas do gasoduto) já estava definido pela Petrobras no início do mês (dia 1º), quando o presidente Lula esteve em Coari dando o primeiro pingo de solda, marco simbólico do início da construção. A dúvida recaia sobre o trecho central, cujo consórcio vencedor da licitação – formado pelas empresas Andrade-Gutierrez, Queiroz Galvão e Carioca – havia apresentado um orçamento de cerca de R$ 1,25 bilhão, valor considerado alto pela contratante.

No último dia 8, a Petrobras divulgou em seu site uma nota informando que o trecho B1 havia finalmente sido contratado. Ele será construído pela Andrade-Gutierrez e Carioca, por R$ 667 milhões. Para chegar a esse valor, não foi realizada uma nova licitação, apenas uma renegociação com as empresas – que resultou na saída da construtora Queiroz Galvão do consórcio.

“Não houve alteração de projeto ou de objetivo”, garantiu Mendes, por e-mail. “Existiu um processo de negociação onde cada ponto da proposta foi amplamente debatido entre as partes, com significativa redução de incertezas por parte da proponente”.

Ainda de acordo com Mendes, os 125 quilômetros de ramais de distribuição estão incluídos nas contratações dos trechos B1 (70 quilômetros) e B2 (55 quilômetros).

As obras devem durar 21 meses: a expectativa é estejam finalizadas em março de 2008. Quando estiver pronto, o gasoduto Urucu-Manaus transportará 4,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, que deverá ser transformado em energia elétrica suficiente para suprir a necessidade de 1,5 milhão de habitantes do Amazonas.

Agência Brasil

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Gazeta Admininstrator
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