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Gana: respeito, mas não medo.

Enquanto se preparam para enfrentar a poderosa seleção brasileira em sua primeira partida nas oitavas-de-final de uma Copa do Mundo da FIFA, os ganeses logo se apressam em professar a grande admiração pelos pentacampeões mundiais. Mas isso não significa, necessariamente, que a seleção de Gana, conhecida como Estrelas Negras, pretende cruzar os braços e observar o ilustre adversário jogar.

Cientes da qualidade que permeia a seleção canarinho, Ratomir Dujkovic e seus jogadores estão confiantes que podem entrar em campo com um ou dois estratagemas inéditos. Será que a maior surpresa da Alemanha 2006 está prestes a acontecer?

“Se você consegue segurar Ronaldinho, tem o Ronaldo. Se você segura o Ronaldo, Roberto Carlos entra em cena. E mesmo se conseguirmos deter o lateral do Real Madrid, Cafu aparece para nos atormentar…”.

Essa avaliação, feita por Ratomir Dujkovic, é a pura verdade: quando se joga contra o Brasil, o perigo vem de todo lado!

Para um país como Gana, atualmente disputando sua primeira Copa do Mundo da FIFA na Alemanha, enfrentar o Brasil nesta etapa do torneio é um sonho que se torna realidade. A desvantagem da analogia do sonho, obviamente, é o risco inerente de entrar em campo completamente deslumbrado com o adversário. “Como jogador, é impossível não se entusiasmar diante da possibilidade de enfrentar os brasileiros”, confessa Stephen Appiah.

Mas como um dos jogadores mais experientes de Gana que até mesmo jogou contra a Seleção várias vezes nos juniores, Appiah tenta ensinar alguns pontos fundamentais aos colegas mais jovens: “Precisaremos estar 120% preparados e lutar até o fim para que todos se orgulhem de nós”.

“Essien nos pediu para darmos o sangue em campo”.

“Acho que podemos vencer o Brasil, porque, apesar de todas as suas estrelas, não acho que o time seja tão forte quanto antes”, declara, confiante, Dujkovic. “De qualquer modo, prefiro enfrentar os brasileiros agora do que na final, quando estariam mais alertas e cheios de gás”.

Os jogadores concordam com o técnico, até mesmo os mais jovens como Gyan Asamoah, que retorna ao time depois de ficar suspenso uma partida: “Se os pressionarmos na saída de bola, eles não serão capazes de colocar em prática seu jogo mágico”. Com Sulley Muntari também de volta depois de cumprir a suspensão, a única fonte de preocupação desta vez é a ausência de Michael Essien, o bulldozer humano, suspenso, um jogador essencial ao jogo forte de Gana.

“Ele está muito triste e nós também. Suas jogadas vão fazer falta e serão uma grande perda para o time. É difícil aceitar que alguém que nos pediu para darmos o sangue em campo não estará ao nosso lado …”, lamenta Appiah, visivelmente emocionado.

Dito isso, as Estrelas Negras, sem dúvida, conseguirão elevar o nível de seu jogo para compensar a ausência de Essien, porque os jogadores de Gana têm um sonho: não apenas disputar uma partida nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo da FIFA, mas eliminar os atuais campeões do mundo.

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Gazeta Admininstrator
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