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Fundação de NJ ajuda viciados e mendigos

Por: Atilano Muradas

Apesar das inúmeras advertências, infelizmente, muitos jovens têm se enveredado pelo caminho das drogas, da bebida e do tabagismo. Fazer o caminho de volta nessa estrada é bem mais difícil que entrar por ela, principalmente, por que há mais pessoas querendo levá-los do que trazê-los.

Estranhamente, muitos jovens lêem de forma invertida os apelos para que não entrem no mundo das drogas. Acreditam que a aventura vale a pena e que poderão sair dela a hora que quiserem. Grande engano. Não é à toa que denominam a todas essas práticas de “vício”. A Rock Of Faith é uma das poucas organizações que tem se preocupado em ajudar dependentes químicos a se libertarem. A despeito de não ser tarefa fácil, o seu presidente e fundador, Marco Túlio Azevedo, 40 anos, casado, três filhos, é um entusiasta e não perde o objetivo. Em entrevista exclusiva ao Gazeta ele fala sobre a sua vida e sobre a fundação que tem tirado muitos jovens das drogas.

Gazeta – O que o levou a iniciar a Fundação Rock Of Faith?
Marco Túlio – Desde que descobri o Evangelho de Jesus entendi que a fé sem obras não vale nada e que as obras sem a fé também nada valem. Desde esse tempo, todos os dias, tento aprender e fazer a minha parte como cristão, ajudando o próximo. Eu vim de uma família simples, de muita dificuldade, que passou por lutas e dores, por isso sei a importância de ajudar as pessoas. A Rock Of Faith tem 4 anos e meio e tem ajudado pessoas que se tornaram dependentes das drogas.

G – Qual a despesa mensal com os internos?
MT – Hoje temos um um gasto mensal de seis mil dólares. O dinheiro vem do meu trabalho e de algumas pessoas que contribuem. Nosso prédio é próprio, mas temos que pagar mortgage. Nestes quatro anos e meio já tivemos 150 internos assistidos diretamente pela Fundação. Na cozinha comunitária já servimos mais de 29.000 pessoas, além de termos fornecido mais de 3.000 cestas básicas.

G – Quais são os estágios que o interno passa para se recuperar?
MT – Primeiro ele passa pelo “pit-stop’’, um quarto obrigatório onde ele fica durante uma a duas semanas. Nesses dias é que percebemos o grau de interesse do interno para se libertar das drogas. No segundo passo, ele vai morar no primeiro andar da casa. Ali ele passará de três a quatro meses e dividirá o seu espaço com mais três ou quatro internos, não tendo direito a alguns pertences pessoais. .Ele não poderá ficar de porta fechada ou luz ligada depois das 10 da noite, não terá direito a trabalhar ou sair do prédio da fundação nem poderá fazer parte de outra coisa que não esteja relacionada ao programa de reabilitação. Depois desses quatro meses ele sobe para o segundo andar onde terá mais liberdade de expressão. Poderá trabalhar, receber visitas, sair acompanhado e visitar sua família. Depois de oito meses poderá sair nos finais de semana.

G – Quais outras atividades os internos realizam?
MT – Fazemos quatro reuniões diárias de auto ajuda, aulas de arte, de inglês básico e aulas diversas. Visitamos igrejas e participamos de atividades esportivas em parques da região. Participamos de atividades com a comunidade local, tais como, almoço com as estrelas que acontece todas as semanas para mais de 250 pessoas carentes.

G – Os alimentos distribuídos são arrecadados como?
MT – Os alimentos são doados por comer-
ciantes e centros de alimentação da região, bem como, por doadores visitados por nossos líderes e também doadores individuais que chegam diretamente à fundação.

G – A fundação está em processo para se tornar uma entidade americana?
MT – Graças a Deus, já somos uma fundação reconhecida diante ao estado e da cidade, pois várias pessoas passaram por aqui e hoje têm uma vida normal, e todos podem verificar isso. Mas ainda nos falta alguns documentos que nos dêem maior flexibilidade no campo de receber e dar mais suporte aos necessitados que nos chegam. Estamos em processo de nos tornarmos uma entidade pública que nos permitirá aplicarmos para recebermos benefícios, redução de impostos e descontos e grandes vantagens. Mas até isso acontecer dependemos realmente da ajuda das pessoas. A fundação não recebe ajuda semanal ou mensal financeira de qualquer entidade governamental ou jurídica da região. Contamos com o trabalho que fazemos entre os internos e a ajuda que nos vem de doadores.

G – E como as pessoas podem doar alguma coisa para a fundação?
MT – Doações para a entidade podem ser feitas no Banco PNC, conta 8025370725, agência Ferry Street, Newark, em nome da Fundação Rock Of Faith, ou por cheque nominal enviado diretamente à fundação. Os brasileiros que estão internos e toda a fundação seremos muito gratos a você por isso.

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Gazeta Admininstrator
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