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Fumo passivo 'reduz pela metade fertilização in vitro'

Fumantes passivas inalam fumaça de cigarro de parceiros
As mulheres que estão se submetendo a tratamento de fertilização in vitro devem evitar ficar perto de fumantes para aumentar suas chances de engravidar, segundo pesquisadores americanos.
A fumaça do cigarro de terceiros reduz em mais da metade as chances de que um embrião implantado se desenvolva, de acordo com a pesquisa dos cientistas da McMaster University.

Já se sabia que fumar reduz a fertilidade das mulheres.

A pesquisa da McMaster University foi publicada na revista Human Reproduction (Reprodução Humana).

Perigos

“Embora precisemos de um estudo prospectivo de confirmação, os resultados da nossa pesquisa já são um alerta às mulheres para que reduzam ou, se possível, evitem a exposição à fumaça de cigarro, especialmente se estão tentando engravidar”, disse o professor Warren Foster, pesquisador sênior.

A sua equipe, junto com cientistas do instituto Hamilton Health Sciences, em Ontário, no Canadá, pesquisou 225 mulheres que estavam se submetendo a tratamentos de fertilização.

Eles dividiram as mulheres em grupos, de acordo com a sua situação em relação ao fumo – fumantes, não-fumantes e fumantes passivas, o que significa que as mulheres estavam vivendo com parceiros que fumam regularmente e, portanto, estão expostas à fumaça dos cigarros.

Eles não encontraram diferenças na qualidade dos embriões dos três grupos. No entanto, havia diferenças marcantes nos índices de implantação dos óvulos e de gravidez.

Novas pesquisas

“Houve diferença significativa no índice de gravidez por embrião transferido, com não-fumantes alcançando cerca de 48%, as fumantes, cerca de 19%, e as fumantes passivas, 20%.”

Comportamento semelhante foi constatado em relação aos índices de implantação de óvulos.

A implantação foi bem-sucedida em 25% dos casos entre as não-fumantes, mas de apenas 12% entre fumantes e fumantes passivos.

Os pesquisadores especulam que a fumaça do cigarro prejudica o embrião de alguma forma que só se torna importante mais tarde no processo de desenvolvimento embrionário, e recomendam novas pesquisas.

Pesquisas já demonstraram também que a fumaça do cigarro pode prejudicar o esperma.

“Estudos retrospectivos como esse, que se baseiam em relatos de hábitos de fumo, devem ser tratados com extremo cuidado”, disse Simon Clark, do Forest, grupo a favor dos fumantes.

“Qualquer um que conclua a partir dessa pesquisa que o chamado fumo passivo é potencialmente tão prejudicial quanto fumar estaria seriamente se precipitando.”

“Os perigos do fumo secundário podem parecer especulação e até que haja evidência científica clara para sustentar tais alegações, as pessoas devem ter cuidado para não chegar a conclusões equivocadas.”

Para o ginecologista britânico Richard Kennedy, porta-voz da Sociedade Britânica de Fertilidade, o estudo é “pequeno e seria prematuro dizer que o fumo passivo é tão prejudicial quanto fumar”.

“Mas já foi comprovado que fumar afeta negativamente o resultado dos tratamentos de fertilização e não estou surpreso.”

Uma porta-voz da Associação Médica Britânica observou que “não existe nível seguro de inalação de fumaça”.

“Futuros pais devem se dar a melhor chance de conceber e evitar o fumo completamente.”

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Gazeta Admininstrator
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