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?Fuga? de Thiago e Joanna para a Flórida deixa Confederação Brasileira muito irritada

Maiores expoentes da nova geração da natação brasileira, que despontou no Pan de 2003 e teve em 2004 o seu ano de afirmação, Thiago Pereira e Joanna Maranhão deixaram o país para seguirem a mesma trajetória cumprida por todos os grandes nomes da natação nacional até hoje: morar nos Estados Unidos, mais específicamente, na Flórida, o principal centro da Natação norte-americana.
A decisão dos jovens atletas deixou os dirigentes da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) muito contrariados e reacendeu a polêmica sobre a a falta de estrutura para o desenvolvimento desses talentos aqui no Brasil.
O presidente da entidade, Coaracy Nunes diz que o Brasil oferece as condições necessárias para que cons-truam suas carreiras. Entretanto, a maioria dos nadadores e treinadores, discordam radicalmente.

“Não queria que a Joanna, a Rebeca e o Thiago fossem para os Estados Unidos. Desde o começo eu deixei claro que era contra. Eles treinam bem os estrangeiros no começo, depois abandonam. Mas eles são norte-americanos acima de tudo, não conseguem deixar o patriotismo de lado. Sempre vão beneficiar o atleta da casa quando tiverem que escolher entre ele e um de fora”, comentou o dirigente.
Para os nadadores, porém, o que conta é a facilidade que existe de conciliar a carreira esportiva com os estudos nos EUA, onde a base do esporte está instalada dentro das universidades. “Acho que aqui seria mais complicado conciliar as duas coisas, tanto que muita gente tem que escolher entre estudar e treinar. Lá a gente tem um apoio maior para fazer tudo ao mesmo tempo, então essa foi a minha opção”, explica Pereira, 19, atual campeão mundial dos 200 m medley em piscina curta.

“Aqui nos Estados Unidos a gente faz nossos horários de acordo com os treinos e competições, não o contrário. E as competições são mais fortes e freqüentes, estamos sempre nadando contra os melhores do mundo”, diz Rebeca Gusmão, 20, velocista que representou o Brasil nas últimas Olimpíadas e está em Coral Springs, Flórida, desde o dia 20 de janeiro, morando junto com Pereira e Nayara Ribeiro.
“Eu acho que o Brasil tem excelentes treinadores. Só que não é só o treino. Você tem que ter ciência, tecnologia, trabalho, teimosia e tolerância”, diz Hugo Lobo, técnico de Rebeca, que também está de partida para os EUA. “O que o atleta ganha não é só medalha. Ele ganha informação, caráter e personalidade, isso ele vai levar para o resto da vida”, completa.

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Gazeta Admininstrator
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