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Fox e Jesse Jackson defendem coalizão de apoio às minorias nos EUA

O presidente do México, Vicente Fox, debateu com Jesse Jackson, defensor dos direitos civis dos negros, a polêmica sobre o racismo provocada nos Estados Unidos.

Os dois chegaram a um acordo sobre um plano em defesa das minorias, que se refere especialmente aos trabalhadores hispânicos nos EUA.

O anúncio foi feito após uma reunião entre ambos na residência presidencial de Los Piños, na capital mexicana, onde discutiram uma declaração de Fox que foi interpretada como ofensiva para os negros.

Na sexta-feira passada, Fox disse que os imigrantes mexicanos fazem nos EUA os trabalhos “que nem sequer os negros querem fazer”.

“Tentaremos construir uma coalizão” para defender as minorias nos EUA, afirmou Jackson, em entrevista coletiva conjunta com o chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez, ao sair da residência presidencial.

Após o encontro, o incidente foi considerado superado.

“A tensão que o comentário do presidente provocou vai nos aproximar mais, unir a juventude afro-americana e mexicana”, garantiu o líder negro americano.

O comentário provocou uma polêmica nos EUA e a comunidade negra o considerou “ofensivo, inadequado e impreciso”. Mas não houve queixas diplomáticas e, por isso, “não” haverá uma desculpa pública, disse Derbez.

No entanto, Fox se comprometeu a ser o convidado especial no programa de rádio de Jackson no próximo domingo. O líder negro também convidou o presidente mexicano a um convenção afro-americana em Chicago e outra entre afro-americanos e hispânicos em Phoenix (Arizona), em breve.

Cerca de 10 milhões de mexicanos vivem atualmente nos Estados Unidos, dos quais aproximadamente 4,5 milhões são ilegais.

Uma das prioridades do governo de Fox foi conseguir um acordo migratório, mas os atentados de 11 de setembro de 2001 paralisaram as negociações.

No ano passado, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou um programa de vistos temporários renováveis para trabalhadores hispânicos, o que abre a possibilidade de regularização aos ilegais, mas com a condição de que sejam trabalhadores de setores não ocupados pelos americanos.

Derbez afirmou que o México continuará insistindo na necessidade de uma reforma migratória integral nos EUA “que permita que todos que contribuem ao desenvolvimento da sociedade americana, incluindo os grupos de minorias, sejam considerados contribuintes positivos ao desenvolvimento dos EUA”.

Já Jackson expressou sua preocupação com a “alteração na economia” causada pelo fluxo de mexicanos ilegais nos Estados Unidos, o que constitui mão-de-obra barata.

Segundo dados oficiais, cerca de 400 mil mexicanos emigraram para os EUA no ano passado, mas não se sabe quantos deles entraram legalmente no país.

“Os mexicanos nos Estados Unidos não devem ser peões e os afro-americanos não devem ser bodes expiatórios. Ambos devemos lutar para combater isso, devemos ter saúde, educação e direitos humanos”, destacou Jackson.

O líder negro pediu ainda que os dois países avancem para “construir pontes” e não cercas, numa referência à lei recentemente aprovada nos EUA, que autoriza a construção de um muro na fronteira.

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Gazeta Admininstrator
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