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Flórida aprova reforma de impostos sobre imóveis

Motivados pelos altos preços dos impostos sobre imóveis praticados na Flórida, legisladores locais aprovaram, na noite de quinta-feira(15), projeto de reforma que prevê a elevação do teto de isenções para primeiros proprietários (homestead) dos atuais $25 mil para até $170 mil, dependendo do valor do imóvel. A estimativa é que haja uma redução de mais de $24 bilhões na arrecadação de impostos, em um período de cinco anos.

Com apenas um voto discordante, os senadores da Flórida apro-varam texto que acaba condicionando o crescimento da arrecadação de impostos ao aumento da renda pessoal dos proprietários de imóveis.
Em janeiro, os eleitores da Flórida participarão de um plesbiscito para decidir se realmente querem modificar a estrutura de impostos do estado, permitindo que os proprietários de imóveis abram mão do tax cap (um teto que limita a elevação de impostos em 3%), em troca de isenções maiores para homestead.

– Esse é provavelmente um dos mais importantes temas do qual já tomei parte, em termos do que ele representa para a população da Flórida – disse o presidente do senado estadual, o republicano de Port St. Lucie, Ken Pruitt.

O tax cap (teto que limita a elevação de impostos) para primeiros proprietários, foi criado em 1992, e tem sido fundamental para limitar a elevação de impostos para os proprietários do primeiro imóvel. Diferentemente de muitos outros estados norte-americanos, a Flórida não tem tributação estadual.

A mudança encontra resistência por parte de governos locais, equipes de atendimento de emergência e professores, que temem que tais serviços sejam prejudicados com o que poderá ser o maior corte isolado de impostos na história da Flórida.

– Achamos que acabamos de votar o maior corte (de verbas) para a polícia, o maior corte para o corpo de bombeiros e o maior corte para professores na história da Flórida”, disse o senador líder democrata, Seteve Geller, de Hallandale Beach. O atual sistema utilizado na Flórida tem levado a amplas discrepâncias na cobrança de im-postos de imóveis situados em regiões similares, e feito com que novos proprietários paguem impostos muito mais altos do que aqueles pagos por antigos proprietários.

O referendo está marcado para 29 de janeiro e definirá também se será colocada, ou não, em prática a proposta de benefícios fiscais, calculados em $2 bilhões, para idosos de baixa renda e imóveis comerciais situados na costa, e oferecer isenção fiscal de $25 mil para cerca de 1 milhão de imóveis de pequenas empresas em todo o estado.

Na avaliação do governador da Flórida, o republicano Charlie Crist, o corte de impostos poderá reaquecer o mercado imobiliário, hoje agonizante no estado.

Florida: índice de foreclosures aumenta em maio
A taxa de incidência de foreclosures (retomada de imóveis por inadimplência) na Flórida subiu 144% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 52% em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento de mercado mensal realizado pela empresa Realty Trac’s.
A Flórida, segundo a empresa, teve o segundo maior número de foreclosures, chegando a 21.704 processos, ficando atrás apenas da Califórnia. Com um foreclosure para cada 336 proprietários de imóveis, a Flórida aparece nacionalmente em quarto lugar, atrás de Nevada, Colorado e Cali-fórnia. Especializada em vender listas de imóveis em foreclosure, a Bargain.com, empresa situada em Goleta, Calif, calcula que um em cada cinco imóveis nos EUA, que entraram em processo de foreclosure no mês passado, está localizado na Flórida.

Inadimplência
O número de proprietários de imóveis na Flórida com 90 dias ou mais de atraso no pagamento de seus financiamentos subiu de 1,55% para 1,81% nos três últimos meses de 2006.
Desta vez os números são da Mortgage Bankers Association (MBA) que, periodicamente, conduz pesquisa sobre financiamentos imobiliários e afirma dispor de um banco de dados que reúne informações sobre 44 milhões de financiamentos.
O estudo é conhecido no mercado como “National Delinquency Survey”, ou Pesquisa Nacional de Inadimplência, que abrange mais de 80% dos aproximadamente 50 milhões de empréstimos imobiliários.

Subprime
No chamado mercado subprime, com juros variáveis, em todo o país, o percentual de pagamentos que estão 30 dias ou mais em atraso subiu de 15,75% entre janeiro e março deste ano. Os empréstimos subprime são aqueles voltados para tomadores de empréstimo que não tenham um bom histórico de crédito.
Nos três primeiros meses deste ano a elevação foi de 14,44%. A comparação dos dois trimestres resulta na maior alta verificada nos últimos tempos, segundo o econo-
mista chefe da MBA, Doug Duncan.
Segundo ele, o aumento no número de processos de foreclosure, em todo o país, vem sendo empurrado pelos estados da Flórida, Califórnia, Nevada e Arizona.
O problema maior está mesmo no mercado subprime, no qual 11,61% dos financiamentos feitos na Flórida estão em atraso e 2,15% dos financiamentos subprime entraram em processo de foreclosure durante os primeiros três meses do ano. Outros 6,29% são considerados inadimplentes sérios, com atrasos de mais de 90 dias.

Economia
Recentemente, o diretor do Federal Reserve (Banco Central norte-americano), Ben Bernanke previu que haverá aumento de inadimplência e de processos de foreclosure neste ano e no próximo, devido à elevação das taxas de juros, afetando particularmente o mercado subprime com taxas variáveis de juros.

Alguns analistas estimam que quase 2 milhões de financiamentos com juros reajustáveis terão elevação significativa de taxas neste e no próximo ano. No entanto, Bernanke afirma ser pouco provável que tais problemas com financiamentos imobiliários subprime tenham algum reflexo importante na economia como um todo, ou no sistema financeiro.

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