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Finanças: Pagar dívidas ou economizar?

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A matemática simples sugere que é melhor se livrar da dívida antes de poupar para a aposentadoria ou adicionar ao seu fundo de emergência. Mas, as decisões de finanças pessoais raramente são tão simples, e saldar a dívida em primeiro lugar não é a escolha certa para todos. Por exemplo, esta decisão pode significar não se ter um fundo de emergência, aumentando ainda mais a dívida se uma despesa inesperada acontece. Vamos observar as opções?

Pagando dívidas antes de economizar
Quando suas dívidas incluem coisas como cartão de crédito, pagar a dívida em primeiro lugar pode ser a melhor opção.

Não só a dívida do consumidor é de altos juros, mas, na minha experiência com os clientes, em 99% do tempo a dívida do consumidor é criada quando o estilo de vida excede os recursos, ou seja, quando gastamos mais do que ganhamos.

Identifique seu rendimento real, crie um orçamento com base nesse número e inclua o pagamento da dívida como uma parte significativa da equação. Ou seja, nada de pagar só o mínimo!

Suponha que você tem $10 mil dólares de poupança ganhando 0.02% de juros e uma dívida de $10 mil dólares de cartão de crédito custando 10% de juros. Seu patrimônio líquido é zero. A cada mês, seu patrimônio líquido se deteriora, ainda mais à medida que você acumula juros sobre sua dívida mais rápido do que você ganha em sua poupança. O custo de juros anual de sua dívida de cartão de crédito é de $1 mil dólares.

Usando imediatamente os $10 mil dólares em poupança para pagar os $10 mil dólares da dívida, o seu patrimônio líquido permanece o mesmo, mas você para de perder dinheiro.

Poupança antes de pagar a dívida
Há uma série de boas razões para economizar primeiro e pagar mais tarde, mas a razão número 1 é construir seu fundo de emergência, dizem os especialistas.

Se a sua dívida tem uma taxa de juros muito baixa, pode fazer sentido poupar primeiro, diz Melissa Joy, CFP profissional, sócia e diretora de gerenciamento de riqueza no Centro de Planejamento Financeiro, uma empresa independente de consultoria de investimento registrada no estado de Michigan.

“Se você não tem qualquer poupança, concentrar-se exclusivamente em pagar a dívida pode sair pela culatra quando as necessidades inesperadas ou os custos surgem. Você pode precisar pedir dinheiro novamente, e a dívida pode se tornar uma bola de neve”, diz ela.
A longo prazo, os especialistas recomendam a construção de um fundo de emergência de 3 a 6 meses de despesas, dependendo de quanto arriscado é a sua renda, ou seja, se você só ganha comissões, tem que ter realmente pelo menos 6 meses de renda para evitar um desastre financeiro.

Outra situação onde faz sentido poupar antes de pagar a dívida é quando você está falando sobre 401K, especialmente se houver uma contribuição do seu empregador. Neste caso, você deve tentar pelo menos contribuir o suficiente para o seu plano de aposentadoria para receber a parte do empregador. Isso é dinheiro “gratuito” que você não quer perder…

Equilíbrio entre as duas opções
Na verdade, esta é a minha preferência como consultora financeira. Você pode estar pagando mais juros do que você precisa, mas ter um fundo para cobrir despesas repentinas como reparos de carro mantém você fora do ciclo de dívida.
Então, mais uma vez, use o seu orçamento, planeje! Pague um pouco mais do que o mínimo em seus cartões; ou faça uma consolidação de crédito dos mesmos. Poupe. E a medida que você diminui a sua dívida, aumente a sua poupança.
Boa semana a todos!

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Claudia Fehribach
Claudia Fehribach
Carioca, formada em Artes pela Universidade do Rio de Janeiro. Conselheira financeira especialista em orçamento, aconselhamento de crédito pessoal e hipotecas reversas. Atua na empresa DebtHelper.com. Envie sua dúvida por email.
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