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Filmoteca austríaca oferece retrospectiva do cinema brasileiro

A filmoteca austríaca apresenta de 31 de maio a 26 de junho a maior retrospectiva sobre cinema brasileiro exibida no país centro-europeu, selecionando obras desde os anos 20 até a atualidade.

O programa inclui 50 eminentes títulos da filmografia brasileira, desde a vanguarda com “São Paulo, A Symphonia da Metrópole” (1929), passando pelo “cinema novo”, até os mais conhecidos filmes contemporâneos, como “Central do Brasil” (1997), de Walter Salles.

A filmoteca austríaca ressalta a influência do discurso social no cinema brasileiro, com sinais visíveis do “neo-realismo” italiano e da “nouvelle vague” francesa no “cinema novo” dos anos 60.

Nessa corrente, serão exibidos trabalhos de autores como Glauber Rocha (1939-1981), Nelson Pereira dos Santos (São Paulo, 1928) e Ruy Guerra, moçambicano de nascimento (Lourenco Marques, 1931) mas adotado pelo cinema brasileiro.

Entre as obras destacadas estão “Bahia de Todos os Santos” (1960), “Vidas Secas” (1963), “Os Fuzis” (1963), “Porto das Caixas” (1963) e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964).

O programa assinala que essa tendência cinematográfica se revela como testemunha da modernização do país e teve uma grande influência no cinema latino-americano por sua crítica social, que chega a seu apogeu em “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha.

Alguns desses autores tiveram de fugir para o exílio após o golpe militar de 1964 e o aumento da repressão contra a esquerda dentro do país, assinala o programa.

Após diminuir o alcance de seus filmes durante os anos 80 e grande parte dos anos 90, surge um novo florescimento com interessantes reflexões sobre a identidade brasileira, a injustiça social dentro do país e a discriminação racial. EFE wm fav/ta

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Gazeta Admininstrator
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