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Filme sobre 11 de setembro causa polêmica em Nova York .

A nova produção do diretor norte-americano Oliver Stone, baseado no atentado de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York, vem geranda grande debates na cidade.

Às vésperas do lançamento de “World Trade Center”, dentro de duas semanas, Stone está sendo acusado de tentar fazer dinheiro a partir de uma tragédia.

Esta é a primeira superprodução de Hollywood situada no World Trade Center e está sendo aguardada com grande expectativa.

O lançamento foi precedido por outra produção, em escala mais modesta, inspirada nos atentados.

“United 93” narra os acontecimentos à bordo de um dos aviões seqüestrados naquele dia.

Personagens Reais

“Recebemos relatos não confirmados de que um avião se chocou contra o World Trade Center” diz uma apresentadora de TV em uma cena do filme de Oliver Stone.

Ele conta a história verídica de dois policiais, John McLoughlin e Will Jimeno, que ao tentar prestar socorro acabaram ficando presos sob os escombros.

O ator Nicolas Cage é o sargento McLoughlin e Michael Pena faz o papel do colombiano Jimeno.

Para Oliver Stone, a história dos dois policiais e as heróicas tentativas de salvá-los é difícil de resistir.

“Dois homens no centro simbólico deste desabamento, dois prédios, e os dois bem no meio, nesse elevador”, diz Stone ao repórter Tom Brooke, da BBC.

“Apenas 25 pessoas sobreviveram, 3 mil morreram. Os dois são testemunhas valiosas”, acrescenta.

Outras testemunhas dos traumáticos acontecimentos em Nova York há cinco anos, no entanto, protestam.

“Eu estava aqui quando aconteceu e depois do que aconteceu. Até agora não consegui superar tudo. Como ele vai fazer esse filme?”, pergunta esse novaiorquino.

“Será que vai ser um relato histórico? Não acho que seja um bom momento para isso, vai abrir muitas feridas”, diz.

O policial Will Jimeno atuou como consultor durante a produção do filme.

Ele diz que Stone conta na medida certa uma história de coragem e sobrevivência.

“Eles foram direto ao ponto. Ele (Stone) entendeu direitinho por que eu queria que o filme fosse feito: para honrar nossa equipe e a equipe de resgate”, diz Jimeno.

“Ele me deu a palavra dele e ela veio de um veterano de guerra. Para mim, isso significa mais do que qualquer outra coisa”, acrescenta Jimeno, se referindo ao período em que Stone serviu nas forças armadas americanas, no Vietnã, na década de 60.

Entretanto, uma moradora de um bairro calmo de Nova York está transtornada e zangada com o lançamento.

Talete Sandani perdeu o filho no World Trade Center. Ela não pretende ver o filme e acha que a produção é exploração pura.

“A idéia de um abutre vem à minha mente”, diz Sandani. “Estão fazendo dinheiro às custas do sofrimento de alguém”.

“Ele pode mostrar o heroísmo de outras perspectivas. Por que o World Trade Center?”

Oliver Stone despertou protestos veementes com filmes anteriores.

Entre eles, Platoon, baseado na guerra do Vietnã, JFK, sobre o assassinato do presidente Kennedy e o documentário sobre Fidel Castro, Comandante, que não conseguiu distribuição nos Estados Unidos.

Para Stone, World Trade Center não tem o objetivo de provocar. Trata-se de uma história inspiradora baseada nos eventos do dia 11 de setembro.

Ele diz que seu filme não tem proposta política. Mas o diretor, conhecido como um dos liberais de Hollywood, está claramente tentando passar uma mensagem.

“Seria bom ajudar o público a lembrar como era a América no dia 12 de setembro”, diz Stone. “Porque era um lugar melhor, um país unificado. Tínhamos a simpatia, a empatia, do mundo.”

“E o que aconteceu desde então, nesses cinco anos? As coisas mudaram”.

Ele responde às acusações de que está fazendo dinheiro em cima do sofrimento humano:

“Fiz dinheiro em cima da guerra do Vietnã? Ou em cima da morte de Kennedy? Qual é o papel de um autor?”, pergunta. “Devemos fazer filmes sobre coisas sérias, coisas que estão acontecendo?”

O estúdio Paramount, responsável pela superprodução, está sendo cuidadoso para não botar lenha na fogueira da polêmica, mas não está tentando apagá-la de vez.

Porque sabe que, no final, polêmica ajuda a vender.

E as críticas iniciais ao filme de Oliver Stone têm sido favoráveis.

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Gazeta Admininstrator
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