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Filho de peixe, peixinho é… mas nem sempre

Como o ser humano evoluiu é sempre uma questão controversa. A genética durante muito tempo se debateu entre ser definitiva e ter que explicar as diferenças. A questão sempre foi: como gêmeos idênticos podem apresentar diferenças ao longo da vida se os seus genes são os mesmos?

Essas questões estão sendo melhor entendidas pela epigenética. A observação inicial mostrava que alguns gêmeos que eram separados quando crianças, depois de alguns anos apresentavam muitas diferenças que não poderiam ser explicadas pela genética tradicional. Diferenças como problemas cardíacos, problemas vasculares, níveis de colesterol entre outras coisas, inicialmente eram atribuídas ao meio ambiente e comportamento. Mas como explicar características adquiridas durante a vida aparecendo nos descendentes? Então, quer dizer que filho de peixe pode não ser peixinho? Sim, isso mesmo.

Quando um bebê começa a ser formado no ventre de uma mulher, isso ocorreu pela união de 50% dos genes maternos, com 50% dos genes paternos, que estão no óvulo e no espermatozoide. Assim, somos formados inicialmente por uma célula que se diferencia e se multiplica formando um ser humano com uma grande variedade de células diferentes. A leitura dos genes dessas células resulta em proteínas que começam a agir e a tornar uma célula diferente da outra e com funções diferentes. Pronto, um ser humano está formado. Mas o que acontece depois?

O que acontece e que não se sabia é que o que comemos, o lugar onde vivemos, os remédios que tomamos e nossos sentimentos podem mudar essa leitura dos genes. O gene pode ser modificado e o resultado é uma proteína diferente, agindo diferente, trazendo resultados diferentes. Por exemplo, uma pessoa tem a sua produção de colesterol normal e viveu até os 30 anos de idade sem problemas.

Porém, um fato emocional ou um medicamento ou o uso de um alimento por alguns anos, causou uma mudança nos seus genes e ativou a produção de colesterol de forma elevada. A partir deste momento esta alteração é genética, quero dizer, está escrito nos genes dessa pessoa e pode ser transmitido aos seus descendentes. Se essa pessoa tem um irmão gêmeo idêntico e este irmão não passou pelas mesmas condições de vida, ele não terá a produção de colesterol elevada.

Vale lembrar que podemos adoecer, mas também podemos nos tornar mais resistentes às enfermidades. Nem tudo que acontece é apenas ruim. Podemos, sim, ligar ou desligar genes que curam ou adoecem, alterando nossos alimentos, comportamentos, pensamentos e hábitos de vida. Os estudiosos acreditam que a busca do equilíbrio de alimentos, comportamentos, pensamentos e hábitos de vida saudáveis é a chave para que nossos genes sofram apenas boas modificações e nos protejam de modificações ruins. O bom senso e o equilíbrio continuam sendo a resposta.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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