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Fidel apresenta quadro estável.

O presidente de Cuba, Fidel Castro, comunicou que seu quadro clínico, após ser submetido a uma cirurgia no intestino, é estável.

O comunicado foi divulgado na emissora estatal de televisão pelo secretário do Conselho de Estado cubano, Carlos Valeciaga. O líder afirmou estar com “bom ânimo”, mas que necessita de um certo tempo para se recuperar. Ele pediu, em nota oficial, que as comemorações previstas para seu aniversário fossem adiadas do dia 13 deste mês para 2 de dezembro, 50º aniversário do desembarque do iate Granma na costa cubana.

Carlos Valeciaga, limitou-se a informar, durante a leitura do comunicado oficial, que o presidente teve “uma crise intestinal aguda com sangramento sustentado”, o que “obrigou-o a enfrentar uma complicada intervenção cirúrgica”. A causa do problema seria o estresse. Apesar da falta de detalhes sobre o estado de saúde do líder cubano, o sangramento intestinal que o acometeu, segundo gastroenterologistas, pode ser um sintoma da diverticulite (uma espécie de hérnia), de uma anomalia vascular ou de um câncer de cólon.

“A diverticulite é a mais comum no idoso. Ele já deve ter tido esse diagnóstico anteriormente. Quando se fala em câncer de cólon, raramente dá um sangramento forte, uma hemorragia desse jeito. Quando é uma diverticulite sangra pelo reto. Passa pelo canal anal. Esse tipo de problema é familiar”, afirmou o médico Columbano Junqueira Neto, chefe da unidade de gastroenterologia do Hospital de Base de Brasília, ao Correio.

O gastroenterologista Gilles Lesur , do Hospital Ambroise Paré, de Paris, também acredita nessa hipótese. “Há freqüentemente muitos vasos na região no fundo da hérnia e uma pequena lesão provoca uma hemorragia”, explicou. Esse tipo de lesão encontra-se principalmente num segmento do tubo digestivo chamado sigmóide.

Yves Benhamou, do Hospital La Pitié Salpêtrière, também de Paris, estimou ainda que o caso de Fidel possa se tratar de um câncer ou de uma lesão benigna muito vascularizada, como um angioma — uma má-formação vascular, que pode causar manchas vermelhas na pele e também aparecer no cólon. “Mas raramente é preciso operar para estancar a hemorragia neste caso”, destacou. No caso de câncer de cólon, as operações são programadas e não costumam ser feitas em caráter de urgência. As outras hipóteses seriam doenças “bem mais raras”, segundo os médicos.

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Gazeta Admininstrator
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