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Fetos não podem sentir dor até 29ª semana, diz estudo

Os fetos não têm a capacidade de sentir dor até as últimas semanas da gravidez, afirma uma pesquisa com base nas evidências médicas existentes.
O documento, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), foi elaborado em razão de uma nova proposta de lei no Congresso dos Estados Unidos.

Se aprovada essa legislação, os médicos seriam obrigados a dizer às mulheres que planejam um aborto que os fetos sentem dor a partir da vigésima semana de gestação.

A equipe de médicos da Universidade da Califórnia, porém, argumenta que os fetos só possuem a capacidade de sentir dor a partir da 29ª ou 30ª semana. Uma gravidez normal dura cerca de 40 semanas.

Os pesquisadores dizem que há informações limitadas sobre o tema. Mas, no artigo no JAMA, afirmam que, para haver dor, é preciso que haja o reconhecimento consciente de um estímulo desagradável.

Isso não pode acontecer até que algumas estruturas cerebrais que conectam o tálamo ao córtex cerebral se desenvolvam, durante o segundo trimestre da gravidez.

Essas conexões geralmente não aparecem até a 23ª semana de gravidez e podem não começar a funcionar até a 30ª semana.

‘Vespeiro’

O estudo, que poderia ter repercussões políticas importantes, já está gerando polêmica nos Estados Unidos.

O artigo está sendo denunciado por críticos tanto na comunidade científica como em organizações militantes pró-vida, que vêem a pesquisa como um atestado para a realização de abortos.

“Eles literalmente enfiaram as mãos num vespeiro”, disse à agência de notícias Associated Press Kanwaljeet Anand, pesquisador sobre dor em fetos da Universidade de Arkansas, que acredita que fetos podem sentir dor a partir da vigésima semana.

A equipe de cientistas, liderada por Mark Rosen, disse que reações reflexas e hormonais observadas nos estágios iniciais de desenvolvimento do bebê não são provas suficientes de percepção de dor.

“Como a percepção da dor não funciona antes do terceiro trimestre, as discussões sobre dor fetal para abortos realizados antes do final do segundo trimestre não devem ser compulsórias”, afirma o artigo.

“A aplicação de anestésicos ou analgésicos nos fetos não deve ser recomendada para os abortos porque os benefícios das atuais técnicas experimentais para os fetos são desconhecidos e isso pode aumentar os riscos para a mulher.”

Os autores do documento pediram que sejam feitos novos estudos sobre o tema.

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Gazeta Admininstrator
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