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Família de jovem ativista pode ser deportada.

Gabriela Pacheco ainda estava dormindo quando seu irmão a chamou. “Gaby, a polícia está aqui e quer ver sua identidade”, disse Maria Pachedo.

A destacada líder juvenil, defensora dos direitos dos imigrantes e estudante de sucesso enfrentava seu pior medo: sua família estava sendo procurada pelas autoridades de imigração.

Agentes de polícia de Miami-Dade e do departamento de Immigration and Customs Enforcemente (ICE) estavam observando a janela do quarto de Gabriela. Na sala, outros oficiais esperavam, enquanto diversos outros cercavam a casa. “Parecia um capítulo do seriado Miami Vice, parecia um filme”, disse a jovem.

Os agentes levaram o pai, a mãe e as duas irmãs de Gabriela para o edifício do departamento de Imigração em Miami. Embora a família tenha sido liberada mais tarde, os procedimentos de deportação foram iniciados.

Oficiais de imigração informaram que a operação era uma ação de rotina. “Nós agimos com base em informação de que um fugitivo estava vivendo na casa. Descobrimos que o fugitivo não estava lá, mas descobrimos uma família que estava no país ilegalmente”, disse a porta-voz do ICE, Barbara Gonzales.

O advogado da família, Ira Kurzban contesta os motivos dos agentes do ICE. “Nós acreditamos que eles tinham como alvo a família de Gabriela por causa das aparições públicas da jovem em problemas ligados à imigração.

Isso é julgamento seletivo, e nós vamos desafiar a conduta do governo com base na violação do direito de livre expressão”, disse Kurzban.

Gabriela, de 21 anos, tem passado boa parte de sua juventude fazendo uma defesa apaixonada daqueles como ela: filhos de imigrantes indocumentados. Toda a família – o pai, Gustavo; a mãe, Maria; e os irmãos Erika, de 27 anos, Maria, de 26 e Enrique, de 20, vieram para os Estados Unidos com vistos de turista em 1993, quando Gabriela tinha 7 anos. Eles ficaram por causa da violência em seu país natal, o Equador, disse Gabriela.

Mesmo depois de ela conseguir um visto de estudante, há vários anos, ela ainda continuou como ativista dos direitos dos imigrantes, e por projeto (que acabou sendo derrubado), que garantia a estudantes indocumentados o direito de pagar a mesma mensalidade que os estudantes residentes.

Erika Pacheco disse que um oficial de imigração comentou sua atividade política enquanto revisava os documentos de sua família. “Ele riu… e disse: você pode agradecer a sua irmã por tudo que está acontecendo”, disse a irmã da ativista. Gonzalez recusou-se a comentar a alegação.

Depois de vários anos como líder estudantil no Miami Dade College, no ano passado Gabriela foi eleita a presidente do Flórida Júnior e Community Colleges Association para todo o estado, uma organização que representa 1,1 milhão de estudantes.

Ela freqüentemente viajava para Tallahassee para trabalhar apaixonadamente em defesa da legislação que autorizaria a redução das mensalidades estudantis para indocumentados que tenham vivido diversos anos na Flórida. Em março a jovem organizou uma passeada no Capitólio.

– Tenho trabalhado com estudantes de todos os estados por cerca de 10 anos, e ela é de longe uma das melhores líderes que já vi”, disse Dennis Reynolds, administrador do Pensacola Júnior College e coordenador do Community College Student Government Association para o estado.

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Gazeta Admininstrator
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