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Família de brasileira que pode ter morrido em Nova Orleans aguarda instruções do Itamaraty

A família da brasileira Benilda Caixeta, de 56 anos, aguarda uma resposta do Itamaraty nesta segunda-feira para saber se um dos parentes viajará aos Estados Unidos para reconhecer o corpo encontrado no apartamento onde ela morava, em Nova Orleans. A brasileira, usuária de cadeira de rodas, morava sozinha e fez contato com seus parentes pela última vez há duas semanas, sete horas antes da passagem do furacão Katrina.

– Estamos aguardando um telefonema do consulado para saber que procedimentos tomar, porque ela também tinha cidadania americana. O que sei é que enviaram uma delegação de Houston a Nova Orleans – contou Altair Carlos Caixeta, irmão de Benilda.

Ele disse ainda que passou à delegação informações sobre particularidades físicas de sua irmã.

– Nós informamos algumas de suas características físicas, como a existência de uma cicatriz no braço esquerdo, para que facilitar o reconhecimento – afirmou Altair.

Segundo o programa ‘Fantástico’, da TV Globo, o corpo encontrado no apartamento de Benilda era de uma mulher branca e de cabelo escuro, descrição que condiz com a da mineira. Ao lado dele, foi achada uma cadeira de rodas.

A notícia de que um corpo havia sido encontrado no apartamento da brasileira foi dada no domingo pelo Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty pediu que o Consulado brasileiro em Houston acompanhe o trabalho de identificação do corpo.

“A DAC foi informada de que pessoas haviam entrado na residência da senhora Caixeta. O MRE instruiu imediatamente o Consulado-Geral em Houston para que entre em contato com as instituições e órgãos competentes norte-americanos com vista à urgente identificação do corpo lá encontrado e que envie rapidamente um funcionário para acompanhar esse trabalho”, afirmou o ministério em nota oficial.

Benilda morava sozinha em um apartamento no andar térreo totalmente adaptado para sua deficiência física. Em agosto de 1977, após tratamento frustrado no Brasil, ela foi a Washington para tentar se curar do que a família descreve como “paralisia no crescimento dos nervos do corpo”, uma doença que estava afetando todos os seus movimentos.

Já em Nova Orleans, depois de uma cirurgia mal-sucedida, o quadro da mineira que tem cidadania americana evoluiu à paraplegia e, após algum tempo, à tetraplegia. Apesar da doença, Benilda preferiu fixar residência nos EUA.

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Gazeta Admininstrator
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