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Família busca por goiano que tentaria travessia ilegal para os EUA pelas Bahamas

O jovem deixou de dar notícias para a família no dia 3 de agosto. Foto: Facebook.

O goiano Maykon Eder Alves de Jesus, de 23 anos, está desaparecido há quase dois meses quando tentaria entrar de forma ilegal nos Estados Unidos pelas Bahamas.

Segundo a família, que mora na Região Metropolitana de Goiânia, o último contato foi em 3 de agosto, quando o jovem estava em Freeport, nas Bahamas, e escreveu aos familiares que poderia iniciar a travessia pelo mar a qualquer momento. “Se eu não falar mais com a senhora, não se preocupe porque eles tomam o celular. Quando chegar em Miami, entro em contato. Amo vocês”, disse o jovem à mãe. Depois disso, não há mais notícia de Maykon. “A gente não sabe se ele foi preso, se ele está com outro coiote, em trabalho escravo. Também não podemos descartar um naufrágio”, disse ao G1 o irmão Wesley Alves de Jesus, de 24 anos.

O jovem tentou o visto por duas vezes e foi negado, segundo a família. Foi quando decidiu tentar entrar com ajuda de atravessadores, os conhecidos “coiotes”, mesmo contra a opinião da familiares.

Brasil, República Dominicana, Bahamas

Foto: Facebook.

O jovem só contou à família sobre a viagem horas antes de embarcar, no dia 10 de maio, quando pediu dinheiro para pagar parte dos custos. No dia 11, ele foi para o Panamá, depois para a República Dominicana até chegar às Bahamas. “Ele me disse: ‘Mãe, apareceu a oportunidade, me ajuda, eles vão me atravessar, se a senhora não me ajudar, vou em banco porque a oportunidade é agora’. Não tivemos saída, tivemos que ajudar”, contou a mãe Idalira de Jesus, de 48 anos.

A mãe chegou a ajoelhar aos pés do filho para que não viajasse, mas mesmo assim ele foi. “Não como, já emagreci não sei quantos quilos, estou tomando remédio para dormir, estou com uma psiquiatra. Não é vida, estou vivendo pelo Senhor, pela esperança e por esses dois do meu lado [marido e filho caçula]”, desabafou a mãe ao G1.

Segundo o irmão de Maykon, ainda na República Dominicana, o ‘coiote’ pegou o dinheiro e não cumpriu o que tinham combinado e a família precisou enviar mais.

Ao todo, a família mandou cerca de R$ 35 mil. Todos os dias, os pais contam que o pediam ao filho para voltar e ele estava pensando na hipótese.

Itamaraty

O Gabinete de Gestão de Assuntos Internacionais informou que teve conhecimento do caso, mas não tem autonomia para contratar detetives ou fazer buscas no exterior. Porém, já tomou as medidas cabíveis, segundo o G1.

Por sua vez, o Itamaraty informou, em nota, que o “Consulado do Brasil em Miami tem acompanhado as investigações feitas pelas autoridades locais e prestando todo o apoio possível à família”.

O GAZETA entrou em contato com o Consulado do Brasil em Miami que informouque, “em respeito à privacidade das famílias, o Consulado-Geral não está autorizado a fornecer informações sobre casos de assistência”. O órgão disse ainda manter permanente contato com autoridades migratórias, inclusive a guarda-costeira norte americana, no desempenho de suas funções de assistência consular, tendo oSetor de Assistência a Brasileiros sempre à disposição de nacionais que solicitem apoio do Consulado-Geral e os mantêm informados sobre as providências tomadas.

Grupo desaparecido

Desde novembro do ano passado, um grupo de 12 brasileiros está desaparecido também nas Bahamas, quando seriam conduzidos por coiotes até Miami. As autoridades brasileiras buscam pelo grupo, junto com autoridades da ilha, mas até o momento, não há notícia.

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