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Exército dos EUA terá manual explícito de interrogatório

O Exército dos EUA está se preparando para emitir um novo manual para interrogatórios que proíbe expressamente as técnicas rudes reveladas no escândalo de abuso de presos em Abu Ghraib, no Iraque. Também vai incorporar salvaguardas elaboradas para prevenir este tipo de delito em campos militares de prisioneiros no futuro, disseram autoridades do Exército.

O novo manual, a primeira revisão em 13 anos, vai especificamente proibir práticas como despir prisioneiros, mantê-los em posições tensas por um longo período, impor restrições alimentares, usar cães policiais para intimidar prisioneiros e usar privação do sono como uma ferramenta para fazê-los falar, disseram oficiais.

Essas práticas não estavam incluídas no manual em uso quando a maior parte dos abusos ocorreu em Abu Ghraib, no Iraque, em 2003 – mas também não estavam especificamente banidas.

Investigações militares acusaram altas autoridades – incluindo o secretário de Defesa Donald Rumsfeld e o general Ricardo Sanchez, ex-comandante das forças dos EUA no Iraque – de aumentar a conclusão, ao aprovar e depois anular o uso limitado de técnicas rudes que iam além das expressamente permitidas no manual.

Com o novo manual, de mais de 200 páginas, virá um documento secreto de treinamento, que vai fornecer dezenas de cenários possíveis de interrogatórios. Também vai entrar em detalhes extensos de que procedimentos podem ou não ser usados e em quais circunstâncias.

Como exemplos das novas regras, Thomas A. Gandy, diretor de inteligência humana e contra-inteligência do Exército, disse que os interrogadores de um prisioneiro numa sala fechada podem lançar uma cadeira contra a parede, num falso mas adequado acesso de fúria, para amedrontar o detento. Mas sob nenhuma circunstância, disse Gandy, o interrogador poderia lançar a cadeira contra o prisioneiro ou ameaçado diretamente.

Nunca interrogadores do Exército tiveram diretrizes tão específicas – que vão ensiná-los a andar no limite, sem incorrer em práticas ilegais.

– Serão sins e nãos específicos – disse Gandy, oficial de carreira da inteligência, que forneceu detalhes do esboço final do documento.

Ele enfatizou que o manual vai requerer adesão à Convenção de Genebra, como faz o manual usado atualmente.

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Gazeta Admininstrator
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