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Exercício age sobre os músculos e sobre o cérebro também

Todos sabem os grandes benefícios que os exercícios podem trazer ao corpo. Músculos grandes e definidos, barriga sarada e pernas torneadas. A maioria das pessoas que faz exercícios busca beleza e um tipo físico específico e altamente valorizado nos dias de hoje.

Existem, sim, os apaixonados por esportes e nesse ponto os brasileiros têm o futebol de fim de semana – ou uma vez na semana- como religião.
Com essa prática, vem de brinde vários benefícios que todos os tipos de exercícios trazem. Melhora cardiovascular, respiratórias, postural, diminuição da porcentagem de gordura corporal, menor risco de hipertensão e de diabetes tipo II, redução da possibilidade de desenvolver câncer de todos os tipos. Aliado a tudo isso, mais força muscular, melhoria no equilíbrio, no padrão de sono, diminuição do estresse, da depressão e sintomas da síndrome do pânico. E se todas essas razões não forem suficientes para que você inicie a prática de exercícios, vou apresentar mais uma.

É sabido que com o envelhecimento, e às vezes antes disso, podemos desenvolver enfermidades graves no nosso cérebro. Mas, os estudos mais recentes têm mostrado que os praticantes de exercícios estão mais protegidos contra o desenvolvimento dessas doenças. Isso porque durante os exercícios ocorre um aumento no fluxo sanguíneo no cérebro. A área do hipocampo, por exemplo, que é responsável pela memória recebe muito mais sangue e por isso tem sua função melhorada e protegida contra a perda de função. Essa região do cérebro não só melhora com relação ao volume de informações, que podem ser mais facilmente memorizadas, como também melhora na recuperação dessas informações; quer dizer, quem faz exercícios se lembra mais facilmente de tudo.

Os estudos mostram também que após 10 anos sem exercícios, já se pode detectar uma perda na densidade dos neurônios, que são um dos tipos de células que formam o nosso cérebro. E assim também aumenta os riscos de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como a demência, o Alzheimer e a doença de Parkinson. Para evitar essas doenças, você precisa praticar em média 150 minutos de exercícios em uma semana, ou 75 minutos de exercícios aeróbicos exaustivos na semana. E claro, ter uma vida saudável no restante do tempo. De nada irá adiantar fazer o exercício e no restante do tempo, fumar, ingerir muita bebida alcoólica e comer alimentos industrializados na maioria das refeições.

150 minutos na semana significa 30 minutos de segunda à sexta, ou 50 minutos três vezes na semana. Realmente, dizer que não temos 30 minutos por dia durante a semana me parece um pouco difícil de acontecer. Mas para algumas pessoas ainda é difícil entender que as consequências do sedentarismo são muito mais difíceis e duram 24 horas por dia, e todos os dias do resto da vida.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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