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Ex-presidente da WorldCom é condenado a 25 anos de prisão

O ex-presidente da WorldCom Bernard Ebbers foi condenado nesta quarta-feira a 25 anos de prisão, depois de ser declarado o principal articulador da maior fraude corporativa da História dos EUA. A companhia era uma das maiores companhias de telecomunicações do país até o escândalo contábil. No Brasil, ela controlava a Embratel, que foi vendida no ano passado para a mexicana Telmex.

Em junho, Ebbers foi declarado culpado da fraude contábil de US$ 11 bilhões da WorldCom que culminou com a bancarrota da empresa, em 2002.

A pena de 25 anos é a maior já imposta a executivo acusado de crimes corporativos.

A sentença foi anunciada pela juíza Barbara Jones um dia depois de rejeitar uma petição para a realização de novo julgamento formulada pelos advogados de Ebbers, que deverá se apresentar na prisão no dia 12 de outubro. Ela recomendou ainda que ele seja enviado para uma prisão na cidade de Yazoo, no Mississipi.

Ainda não se sabe se a recomendação será aceita, mas o Comitê de Prisões tem uma política de manter os prisioneiros, se possível, a uma distância de pelo menos 800 quilômetros de suas casas.

Ebbers pediu condescendência, alegando que sua saúde frágil, os serviços comunitários e a perda de suas finanças por causa da falência da WorldCom, poderiam dar-lhe uma sentença menor.

Ebbers foi considerado culpado em todos os processos aos quais respondia: conspiração, fraude com ações e falsificação de documentos destinados aos organismos reguladores.

Pouco antes de anunciar a pena, a juíza comentou que o ex-empresário merecia uma pena severa, entre 30 anos ou prisão perpétua, por ter instigado a fraude.

No entanto, autorizou que a promotoria e os advogados de defesa fizessem sua últimna explanação antes de tomar uma decisão.

A defesa afirmou que as elevadas perdas dos investidores não deveriam determinar a pena, já que, em sua opinião, os fatores econômicos também influenciaram na queda dos títulos da WorldCom, depois de descoberto o escândalo.

A defesa alegou também que as perdas estimadas pelas autoridades era maiores do que as reais, o que foi rebatido pelo promotor David Anders.

O acusado sustentou que não conhecia as fraudes e que não vira documentos financeiros importantes que mostrassem, claramente, as irregularidades contábeis.

O ex-presidente da WorldCom, que deixou o tribunal sem dar declarações, foi o único dos envolvidos no escândalo a manter sua declaração de inocência, já que os demais reconheceranm sua implicação para se beneficiarem de uma pena mais branda.

Semana passada, o ex-empresário chegou a um acordo com as autoridades para entregar a maior parte de seus bens, avaliados entre US$ 30 milhões a US$ 45 milhões, para um fundo de liquidação, com o objetivo de compensar os acionistas prejudicados.

A WorldCom, que foi reestruturada sob o nome de MCI, recorreu, em 2002, à lei que protege dos credores as empresas em bancarrota.

O escândalo veio à tona quando foi descoberto que os diretores haviam manipulado as contas e registrado pérdas durante três anos, no qual afirmavam que tinham registrado lucro.

A fraude contábil da empresa chegou a US$ 11 bilhões, a maior da História dos EUA, e a dívida, a US$ 41 bilhões.

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Gazeta Admininstrator
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