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EUA vão tirar digitais de estrangeiros radicados que viajarem.

A tomada de digitais de viajantes com green card faz parte de um pacote de medidas para aumentar a segurança nos portos e aeroportos do país.

Autoridades americanas querem endurecer o controle na fronteira, e estão dispostas a tirar as impressões digitais dos estrangeiros radicados em seu território que possuem green card, como fazem com os turistas.

A medida, que até agora era aplicada apenas aos turistas e aos portadores de vistos temporários dentro do programa US-Visit, encarregado do controle dos estrangeiros que chegam ao país, afetará quase 12 milhões de pessoas que vivem e residem legalmente nos EUA.

Todos os viajantes estrangeiros – com exceção de numerosos canadenses e mexicanos e donos de vistos diplomáticos – que se apresentam em um dos 284 postos de entrada em território americano têm, desde 2004, as impressões digitais tiradas e o rosto fotografado. O programa, batizado de US-Visit, foi criado após os atentados do 11 de Setembro, para lutar contra o terrorismo, a imigração clandestina e qualquer tipo de tráfico ilegal.

O Departamento da Segurança Interna pretende estendê-lo a cerca de 12 milhões de estrangeiros que possuem o green card (permissão de residência) e, portanto, vivem nos Estados Unidos, explicou na quinta-feira(27), em entrevista coletiva, o diretor do programa, Robert Mocny.

A decisão, explicou o diretor interino do programa US-Visit do Departamento de Segurança Nacional, Bob Mocny, é um dos passos do Governo para aumentar a vigilância nos pontos de entrada no país. “Há outros passos que serão tomados mais adiante”, acrescentou.

A medida entrará em vigor em 28 de agosto e afetará entre 1 milhão e 1,5 milhão de residentes legais que viajam ao exterior a cada ano.

Desde janeiro de 2004, quando começou a funcionar o programa US-Visit, as autoridades dos EUA fotografaram e registraram as impressões digitais de mais de 61 milhões de pessoas que entraram no país. Mocny disse que durante o programa US-Visit foram detidos 1.100 delinqüentes.

A porta-voz Anna Hinken, do mesmo programa, indicou que o registro de impressões digitais dos residentes legais quando retornarem aos EUA permitirá que se detenham viajantes que usem documentos roubados ou fraudulentos.

Mocny explicou que o requisito de registro de impressões digitais será aplicado a todos os residentes legais que entrarem nos EUA por um porto, aeroporto ou posto fronteiriço.

Os canadenses que cruzarem a fronteira dos EUA para fazer compras ou durante uma visita turística não deverão ser submetidos ao trâmite.

Outros canadenses, incluindo os trabalhadores de saúde, os estudantes, os trabalhadores agrícolas e os trabalhadores de grupos religiosos só deverão registrar suas impressões digitais nos postos fronteiriços se um agente de Alfândegas e Proteção de Fronteiras questionar a validade de seus documentos.

O programa não será aplicado aos mexicanos que entram nos EUA com um cartão que os autoriza cruzar a fronteira, acrescentou Mocny.

A medida deverá impedir, principalmente, o uso de green cards roubados ou falsificados. “As digitais dos titulares são tiradas no momento em que o documento é concedido”, completou.

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Gazeta Admininstrator
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