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EUA retiram diplomatas de embaixada em Cuba

Havana, capital de Cuba. Imagem: flickr.

O Departamento de Estado Americano ordenou a saída de parte de funcionários da embaixada em Havana, capital de Cuba, nesta sexta-feira, 29. Segundo comunicado oficial do Departamento, a ordem afeta todos os funcionários “não emergenciais” e seus familiares.

Embora não tenham determinado quantas pessoas sairão de Havana, estima-se que o quadro de funcionários de representação norte-americana será reduzido em 60%.

As medidas seriam uma resposta aos chamados “ataques acústicos” que diplomatas norte-americanos relataram terem sofrido nos últimos meses na embaixada em Havana. Dois de 20 funcionários que disseram ter sofrido o ataque, teriam sofrido graves problemas auditivos e estariam sob tratamento nos EUA.

“Até que o governo de Cuba possa garantir a segurança de nossos diplomatas na ilha, nossa embaixada ficará reduzida ao pessoal de emergência, como forma de minimizar o número de diplomatas sob risco de ficarem expostos a danos”, afirma o texto.

Estava sendo avaliada até mesmo apossibilidade de “fechamento”do local após cerca de dois anos de funcionamento, segundo o secretário de Estado, Rex Tillerson, em entrevista ao canal CBS.

Suspensão de vistos

A ordem contempla também a suspensão da emissão de vistos na embaixada em Cuba de maneira indefinida, de acordo com funcionários americanos citados sob anonimato pela CNN e pela CBS.

O governo americano deve enviar um alerta para pedir que seus cidadãos não viagem para Cuba pelo risco de sofrer esses “ataques acústicos” também em hotéis – apesar de nenhum caso ter sido relatado até o momento.

Apesar da decisão, o Departamento frisa que as relações diplomáticas estão mantidas. “Nosso trabalho em Cuba segue sendo guiado pela segurança nacional e pelos interesses da política externa americana”. De acordo com a Associated Press, funcionários do governo afirmam que autoridades chegaram a cogitar fechar a representação em Havana.

O governo cubano sempre negou que estivesse por trás das ações e ressaltou que não tem nenhuma informação sobre os responsáveis pelos ataques.

EUA e Cuba deixaram as hostilidades para trás no fim de 2014, ainda na administração de Barack Obama. A decisão desta sexta-feira, porém, é um golpe aos laços, já fragilizados, entre os dois países.

Com informações da Reuters.

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