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EUA: Passageiros são impedidos de levar qualquer tipo de líquido para dentro das aeronaves.

Nova York – Jogando fora latas de refrigerante, estojos de maquiagem e tubos de gel de cabelo, passageiros nos aeroportos dos Estados Unidos aceitavam a contragosto as novas medidas de segurança adotadas após as notícias sobre um plano frustrado para explodir vôos em direção aos EUA.

Pela primeira vez, o governo norte-americano elevou até seu nível mais alto o alerta de segurança para aeronaves de passageiros. O alerta para aviões vindos da Grã-Bretanha foi colocado em “severo”, ou vermelho.

“Minha reação inicial foi de dúvida. Mas acho que hoje foi o dia mais seguro para se voar”, afirmou Shannon Miller, uma professora de 29 anos vinda de Boston e que mora em Londres. Miller esperava no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, para voltar para casa.

“Eu preferia estar em um avião a ficar sentada em casa ouvindo a mesma notícia repetidamente”, disse.

O Departamento de Segurança Interna adotou várias medidas de imediato, entre as quais impedir os passageiros de entrar nas aeronaves portando produtos líquidos (entre os quais bebidas), gel de cabelo e loções.

Segundo um integrante da polícia britânica, o plano de atentado envolveria o uso de um “líquido químico”.

“Eu vivo voando. Então, quando ouvi as notícias, fechei os olhos e disse: ‘Lá vamos nós, de novo’ “, contou Tony Keely, 36, de Southport, Carolina do Norte, e que trabalha em uma empresa de transporte aéreo. Keely também aguardava por seu vôo no aeroporto Kennedy.

Abraham Levin, 18, que se dirigia para Londres, tirava uma lata de Red Bull de sua bagagem de mão. Levin estava na área de check-in, onde autoridades mandavam os passageiros, muitos dos quais não sabiam ainda do alerta, jogar fora qualquer produto líquido que tivessem em suas malas.

“Tenho confiança nisso porque se trata do aparato de segurança norte-americano. Há milhares de aviões que voam todos os dias, portanto, não estou preocupado”, afirmou.

No Aeroporto Logan, em Boston, Stephanie Diaz, 16, de Providence, Rhode Island, esperava por um vôo que a levaria para Porto Rico.

“Isso é frustrante. Se a pessoa chega aqui em cima da hora, pode perder o vôo”, afirmou. “Eu não tinha ouvido nada sobre isso até chegar aqui. Agora, tenho de jogar fora todo o meu gel de cabelo”.

As medidas de segurança também foram intensificadas para os vôos domésticos. No terminal do aeroporto Kennedy da companhia aérea Delta Air Lines, centenas de pessoas faziam fila esperando para ingressar nos aviões ou para ter autorização do aparato de segurança para seguir adiante.

“Agora, vou ter de comprar toda a minha maquiagem de novo”, reclamou uma mulher.

O Aeroporto Internacional de Dulles, em Washington, estava lotado.

Muitas pessoas queixavam-se devido ao fato de não terem sido avisadas sobre as medidas de segurança antes de chegar ao local.

As autoridades distribuíam panfletos com as instruções, e os passageiros jogavam no lixo loções, bebidas e outros produtos líquidos.

No Aeroporto Internacional de O’Hare, em Chicago — o mais movimentado do mundo, as filas de passageiros aumentavam rapidamente. Vários policiais e cães farejadores podiam ser vistos no local.

Em Boston, Rick Daigle, 46, de Worcester, Massachusetts, pretendia chegar a Fort Lauderdale, Flórida, na primeira viagem aérea de sua vida. “Eu realmente não sabia o que esperar, já que esta é a primeira vez que vôo”, contou. “Mas acho que temos que encarar isso. É uma questão de segurança”.

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Gazeta Admininstrator
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