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EUA negam visto a brasileira que falaria na ONU

A brasileira Janaína Regina da Conceição, 30, que iria dar um testemunho na ONU em Nova York sobre como adquiriu o HIV após ser vítima de violência, teve o visto negado pelo consulado dos EUA em Recife.

Janaína foi convidada por uma importante ONG internacional, a Action Aid, que cobriria todos os custos da viagem. Ela faria parte do lançamento de uma campanha para alertar sobre a relação entre violência e Aids. Janaína foi forçada a se prostituir por uma mulher que a adotou e foi vítima de estupro durante a adolescência.

“Mal me olharam, perguntaram se estudava e trabalhava, eu disse que não e apenas responderam que eu não tinha qualificação para viajar”, relata Janaína sobre sua entrevista no consulado dos EUA em Recife.
Procurada pela reportagem, a embaixada dos EUA no Brasil disse que Janaína não apresentou provas de vínculos no Brasil e que por isso o visto foi negado.

O lançamento da campanha ocorreu na última terça, durante a 51ª Sessão da Comissão sobre o Status das Mulheres.
Janaína vive em um abrigo para soropositivos em Recife com os filhos de quatro e seis anos e o caso de suposta discriminação foi alardeado pela ONG Gestos.

Segundo Adlene Andrade, responsável pela comunicação social da ONG, recebido o convite logo após o Carnaval, foi marcada uma entrevista para o dia 27 de fevereiro. No mesmo dia o visto foi negado. “Quando você pensa que deu um passo à frente, aí lhe dão um empurrão”, afirmou Janaína.

Na sexta-feira(2), mais de 20 ONGs, brasileiras e internacionais, enviaram carta à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, protestando contra a negativa do visto.

A embaixada dos EUA diz que chegou a dar uma segunda chance para Janaína apresentar os documentos, mas ela não teria comparecido -o que a Gestos nega. A ONU disse que não comentaria o caso.

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Gazeta Admininstrator
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