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EUA investigam troca de fotos de mortos por acesso pornô

O Exército dos Estados Unidos investiga denúncias de que alguns de seus soldados em serviço no Iraque teriam trocado fotografias de corpos mutilados de iraquianos pelo direito de acessar um site pornográfico. Segundo os militares, uma investigação preliminar não confirmou o fato, mas tal assunto tornou-se prioridade no Pentágono.

Paul Boyce, um porta-voz militar, disse hoje que a Divisão de Investigação Criminal do Exército concluiu, com base em uma investigação preliminar, que não há evidências suficientes para se fazer uma acusação formal de delito grave contra qualquer pessoa. “Mesmo que isto não tenha ainda se confirmado como um delito gravíssimo, não quer dizer que não seja uma questão séria”, afirmou.

O Conselho sobre as Relações Americano-Islâmicas, um grupo muçulmano de direitos civis com base em Washington, expressou hoje seu desapontamento com a decisão do Exército de não abrir acusação formal. “A conclusão (do Exército) é totalmente prematura”, disse Ibrahim Hooper, porta-voz do grupo.

Boyce e outros oficiais afirmaram que mesmo que nenhuma acusação formal tenha sido feita com base nas evidências disponíveis, ações disciplinares ainda são possíveis, caso seja comprovado que soldados utilizaram computadores do governo para transmitir fotografias digitais de cadáveres iraquianos. Esse comportamento poderia ser enquadrado pelo Artigo 134 do Código Militar de Justiça, que proíbe atos contrários à boa ordem e disciplina ou que contribuam para desacreditar os militares.

Algumas fotos mostram corpos desmembrados, descritos no site da Web como iraquianos mortos em ataques no Iraque. Outras mostram o que parecem ser órgãos humanos e restos de cadáveres chamuscados.

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