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EUA devem mudar estratégia militar, diz

O Pentágono [comando militar americano] deve mudar sua estratégia atual, que requer que as Forças Armadas dos Estados Unidos estejam treinadas para enfrentar duas grandes guerras de uma só uma vez: no futuro, os soldados receberão treinamento para defender o território americano de ataques terroristas, informou nesta terça-feira o jornal americano “The New York Times”.

De acordo com fontes do Pentágono, a situação no Iraque influenciou a discussão sobre os militares dos EUA, impulsionada por uma mudança periódica nas estratégias militares do órgão, que deve realizada a cada quatro anos.

O intenso debate reflete também o fato de que as autoridades americanas têm encontrado dificuldades em manter as forças no Iraque e Afeganistão com o atual orçamento. A opção seria, então, deixar de tentar combater os supostos terroristas em outros países, e montar uma estratégia de defesa interna.

Além disso, autoridades dizem que a concentração de soldados e armas nesses dois países “limita a habilidade do Pentágono em lidar com outros conflitos armados potenciais”, de acordo com o jornal, que cita como fonte um documento assinado pelo general Richard B.Meyers, um dos diretores do órgão.

Duas guerras

O modelo “duas guerras” –afirma o “New York Times”– demanda muitas pessoas e armas para campanhas de grande porte, como o que aconteceu com a Guerra do Golfo (1991), seguida pela Guerra do Iraque (2003), além de haver a necessidade de manter um número grande de reservas para responder a outra guerra, de igual porte.

Já o foco na defesa doméstica iria trazer um impacto enorme no tamanho e na composição do Exército hoje. Os 138 mil soldados americanos que estão hoje no Iraque pouco difere do número de militares que participaram da ofensiva na capital iraquiana, Bagdá, há dois anos: em 2003, havia apenas 13 mil soldados a mais. Mensalmente, a incursão no Iraque custa US$ 5 bilhões aos cofres americanos.

O jornal também afirma que o Pentágono “passou anos dizendo que as forças americanas eram suficientes para entrar em duas guerras”, e que agora as autoridades descobriram que isso não é possível. De acordo com uma fonte, essa percepção só aconteceu por causa da “força da realidade”.

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Gazeta Admininstrator
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