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EUA anunciam liberação de 38 presos em Guantánamo

O governo americano anunciou nesta quarta-feira a liberação de 38 presos em Guantánamo, que serão enviados aos seus países de origem nos próximos dias.

Segundo o secretário da Marinha americana, Gordon England, a libertação dos prisioneiros é conseqüência de uma revisão –que durou dez meses– dos casos de 558 detidos no Afeganistão e outros países desde o final de 2001.

Os outros 520 presos que passaram pela revisão, realizada pelos tribunais criados especialmente para avaliação dos casos de Guantánamo, foram classificados como “prisioneiros de guerra”, e não serão liberados, segundo England.

O secretário negou que os presos libertados foram levados a Guantánamo “por engano”, e afirmou que se “um preso já não se ajusta mais à classificação [de prisioneiro de guerra], não significa necessariamente que seu estado anterior estivesse incorreto.”

Tortura

Em 17 de março último, o jornal “The Washington Post” publicou uma matéria afirmando que a CIA [agência de inteligência americana] adotou uma política de transferência de prisioneiros estrangeiros para seus países de origem, que tem sido duramente criticada por entidades de direitos humanos porque há relatos e indícios de que os presos estariam sendo torturados.

Depois dos ataques de 11 de Setembro, a CIA enviou mais de cem pessoas para outros países, e não seguiu nenhum procedimento legal, além de negar acesso às informações ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

A cada transferência, a CIA faz um acordo verbal com o governo do país para onde o preso será enviado, assegurando que nenhum tipo de tortura será realizada. O problema é a agência não tem como controlar o que acontece com esses presidiários, após deixarem os Estados Unidos.

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Gazeta Admininstrator
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