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Estudo indica que vírus da Aids está perdendo força

Uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica, indica que o vírus da Aids está perdendo força.
O estudo, divulgado em um artigo da revista especializada Aids, vai na direção contrária de outros trabalhos que argumentam que o HIV está ficando mais resistente.

Os cientistas na Bélgica compararam amostras do vírus HIV coletadas entre 1986 e 1989 com outras obtidas em 2002 e 2003.

Eles concluíram que as amostras mais novas parecem não se reproduzir tão bem quanto as mais antigas e também são mais sensíveis à ação de medicamentos.

Tendência

“Os vírus colhidos nos anos 2000 parecem muito mais fracos, eles estão se atenuando”, disse à BBC o cientista Erik Artz, um dos responsáveis pela pesquisa.
Nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença.

Erik Artz, pesquisador

“Há anos já se sabe que alguns agentes podem se enfraquecer, na medida em que a epidemia se perpetua com o tempo”, explicou Artz.

“Isso porque eles procuram sobreviver na população hospedeira e se espalhar pelo maior número possível de indivíduos sem causar a sua morte do hospedeiro.”

“O vírus HIV parece estar seguindo esta tendência.”

O cientista belga afirmou que, com o tempo, essa pode ser uma boa notícia para a humanidade.

“Talvez nas próximas décadas o vírus assuma uma forma que não cause uma doença mortal”, disse Artz.

Ele alerta, porém, que nada disso implica que já não há mais necessidade de incrementar os esforços na luta contra a Aids.

“Eu, pessoalmente, espero que nós estejamos tratando de mais pessoas antes que a gente chegue ao ponto em que o vírus se atenue.”

Evolução diferenciada

Artz também diz que o enfraquecimento do HIV pode não ser um fenômeno generalizado, com o vírus evoluindo de diferentes maneiras em países diferentes.

Ele diz que o HIV encontrado, por exemplo, em Antuérpia ou nos Estados Unidos é diferente do que se prolifera na África.

“Mas nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença.”

Um especialista em Aids da Organização Mundial da Saúde, Marco Vitoria, alerta que as conclusões deste estudo não devem gerar uma falsa sensação de segurança.

“Este tipo de mudança não pode ser avaliado em uma questão de anos, e sim de gerações”, disse ele.

Ele também observa que o estudo não é conclusivo por ter sido feito com um universo reduzido.

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Gazeta Admininstrator
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