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Estudo aponta influência do Rio Amazonas em furacões no Atlântico

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Um estudo da Universidade de Miami descobriu que as águas doces e frescas despejadas de rios da América do Sul, especialmente do Rio Amazonas, no mar quente do Caribe, podem estar ajudando ciclones e furacões a ganharem intensidade rapidamente ao longo do Atlântico. A influência, segundo pesquisadores, pode ter contribuído, inclusive, para o furacão Matthew, registrado em outubro do ano passado, ter sido tão devastador, principalmente no Caribe.

Esta “nuvem” salobra sobre o mar, efeito semelhante ao do óleo sobre a água, impede a mistura da água fria com a mais quente, o que pode estar ajudando os furacões e ciclones a se intensificarem rapidamente, de acordo com um estudo da Universidade de Miami publicado no Journal of Geophysical Research na última semana.

O estudo de Johna Rudzin, doutoranda na Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da UM e principal autora da pesquisa, começou há dois anos, quando uma equipe do Laboratório de Dinâmica do Alto Oceano instalou 55 sensores no mar do Caribe para medir a temperatura do oceano, a salinidade e as correntes marítimas.

O objetivo era entender melhor as características dos redemoinhos de águas mornas na região, que provavelmente são originários da corrente norte do Brasil.”Isso é meio problemático, sabendo que muitos furacões passam por aquela região”.

O furacão Matthew, que cresceu até se tornar uma perigosa tempestade de Categoria 5 com ventos de 160 mph, ganhando 80 mph em 24 horas, é um dos exemplos de como é necessário entender o que acontece naquela região do planeta.

Temporada de furacões

A temporada de furacão inicia oficialmente a partir de 1º de junho e segue até o final de novembro. O Centro Nacional de Furacões divulgou os nomes de furacões de 2017. Os nomes são selecionados pela Organização Meteorológica Mundial e geralmente são associados à etnia da bacia que seriam afetadas pelas tempestades.

“Por exemplo, na bacia atlântica, a maioria das tempestades tem nomes em inglês, mas há também uma série de nomes de origem hispânica, bem como alguns nomes franceses”, disse o porta-voz do Centro Nacional de Furacões, Dennis Feltgen.

Para a temporada 2017, os nomes escolhidos foram: Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert, Harvey, Irma, Jose, Katia, Lee, Maria, Nate, Ophelia, Phillippe, Rina, Sean, Tammy, Vince e Whitney.

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