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Estudantes filhos de imigrantes pedem reforma

Um grupo de estudantes filhos de imigrantes nos Estados Unidos chegou na segunda-feira(18) a Washington para pedir uma reforma migratória que inclua uma disposição que lhes dê acesso à educação superior em iguais condições que os americanos.

O movimento em favor da chamada “Lei do Sonho” (Dream Act”), em referência à idéia do “sonho americano”, teve início em 13 de junho em Los Angeles, Califórnia, com uma viagem de trem para Washington, com o objetivo de pressionar os legisladores por uma reforma migratória.

Outros grupos, com pessoas tanto de origem hispânica, quanto asiáticos e africanos, somaram-se à marcha, procedentes dos estados da Flórida, Virgínia, Maryland, Texas, Arizona, Michigan e Ohio.

No caminho, percorreram várias das principais cidades do país, como Chicago, Miami ou New York, para chegar finalmente a Washington.
Agrupados em um movimento que se auto-intitulou “Sonhos através dos Estados Unidos”, os estudantes tentam fazer com que seja aprovada uma emenda ao texto da reforma, para que os filhos de imigrantes possam estudar em iguais condições que os americanos, embora não tenham documentos, explicou Manuel Rendón, de 19 anos, do Texas, ao chegar à estação principal da capital.

Os participantes deste movimento pretendem contar suas histórias pessoais aos parlamentares, como forma de promover uma reforma migratória, disseram os organizadores da visita.

Reforma pode dificultar
Os dados oficiais mais recentes, de 2005, estimam que há cerca de 1,5 milhão de brasileiros vivendo no país – e mais da metade de maneira irregular.

O projeto que tramita no Senado ainda não está finalizado, mas o que se desenha é um acordo que vai agir em duas frentes: facilitar a aquisição de vistos temporários para os estrangeiros que já trabalham no país e aumentar a fiscalização para evitar que novos imigrantes entrem no país e trabalhem ilegalmente.

“A lei não vai melhorar a situação dos brasileiros, que vêm para cá trabalhar em empregos menores, informais. Para eles não faz diferença ter um visto temporário, e acaba sendo melhor continuar como ilegal”, disse Ernesto Amaral, brasileiro que faz doutorado em Sociologia com foco em imigração na Universidade do Texas.

Para ele, a lei tem um foco muito centrado na situação dos mexicanos, que têm uma maior facilidade para circular entrando e saindo dos Estados Unidos, mas não deve influenciar positivamente a realidade dos brasileiros. Sem um grande incentivo para regularizar a documentação, acredita Amaral, os brasileiros vão continuar traba-lhando sem permissão.

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Gazeta Admininstrator
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