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Esteróides ajudam a evitar abortos, diz pesquisa

Esteróide atuaria no sistema imunológico
A ingestão de pílulas de esteróides no período da concepção pode ajudar mulheres a evitar abortos naturais, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Liverpool.
Os responsáveis pelo estudo, apresentado na Conferência Européia da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia, na Dinamarca, já ajudaram algumas mulheres com histórico de vários abortos a engravidar.

Acredita-se que o esteróide atue bloqueando células do sistema imunológico que, em algumas mulheres, parecem impedir que o feto se prenda às paredes do útero durante o período de gestação.

Os cientistas, no entanto, ressaltaram que é preciso ampliar as pesquisas para estabelecer a relação definitiva entre os esteróides e uma gravidez de sucesso.

Células assassinas naturais

Pesquisas anteriores mostraram que, em parte das mulheres que sofrem abortos espontâneos com freqüência, o número de células do sistema imunológico no útero – as chamadas células assassinas naturais – é muito maior do que o normal, geralmente na faixa de 5%.

A médica Siobhan Quenby e o resto de sua equipe, do hospital feminino de Liverpool, acredita que essas células podem atacar o embrião, impedindo que ele se prenda às paredes do útero e interrompendo a gestação.

Essas células têm receptores para hormônios esteróides em sua superfície, o que levou os cientistas a questionar se remédios à base de esteróides poderiam evitar abortos.

Estudo

Os cientistas estudaram 110 mulheres com histórico de abortos freqüentes por razões desconhecidas.

Eles retiraram amostras da parede do útero das voluntárias para identificar a quantidade dessas células assassinas.

Ao todo, 33 mulheres apresentaram número superior ao normal, e 29 delas iniciaram tratamento com o esteróide prednisolone (pílulas de 20 mg) por 21 dias, a partir do início do ciclo menstrual.

Quando os cientistas coletaram uma segunda amostra do endométrio, depois do tratamento, o número de células assassinas na parede do útero havia diminuído.

“As mulheres tinham 14% dessas células, em média, antes de iniciado o tratamento. Com o uso dos esteróides, esta porcentagem caiu para 9%”, disse Siobhan Quenby.

Agora que os cientistas já provaram que os esteróides podem diminuir o número de células assassinas dentro do útero, eles querem definir se o tratamento faria diferença no número de abortos.

Sucesso

A equipe da doutora Quenby já aplicou o tratamento com sucesso em algumas pacientes.

A primeira foi uma mulher que sofreu 19 abortos e teve um bebê em 2002 depois de receber o esteróide.

Desde então, outras duas mulheres já tiveram filhos usando o tratamento, e três estão grávidas.

A médica disse que agora é preciso provar a teoria com um teste mais amplo.

Ela pretende recrutar 700 voluntárias para participar do estudo. Metade delas receberia o esteróide, e a outra metade receberia um placebo.

Os testes podem começar já nos próximos meses.

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Gazeta Admininstrator
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