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Especialistas fazem previsões contraditórias para temporada de furacões

Os institutos dedicados à previsão meteorológica não conseguiram ainda se entender sobre a freqüencia dos furacões na temporada 2007.

De acordo com o instituto privado AccuWeather, após uma temporada de furacões tranqüila em 2006, a Flórida e outros estados norte-americanos banhados pelo golfo do México devem receber menos tempestades que na temporada de 2005, marcada pelo Katrina e o Rita. O problema, segundo o instituto, no entanto, será a intensidade.

“Não chegaremos nem perto da quantidade de tempestades de 2005, mas a intensidade das tempestades que recebermos será uma grande preocupação”, disse Joe Bastardi, meteorologista-chefe de furacões da AccuWeather.com, em nota.

Já o instituto britânico Tropical Storm Risk previu neste mês que a próxima temporada (junho a novembro) terá quatro furacões “intensos.”
“Toda a região – inclusive Nova Orleans e outras áreas que ainda estão se reconstruindo depois do Katrina – está sus-cetível a tempestades”, afirmou Bastardi, do AccuWeather.

De acordo com o especialista em meteorologia William Gray e sua equipe, da Universidade Estadual do Colorado, no entanto, a temporada de 2007 terá 17 tempestades tropicais, das quais nove se transformariam em furacões.

Para o chefe do Centro Nacional de Furacões dos EUA, Bill Proenza, de fato, a temporada de furacões deste ano deve contar com várias ocorrências. Ele, no entanto, afirmou na quarta-feira(4), durante a Conferência Nacional de Furacões em New Orleans, que o momento ainda é de avaliação.

– Ainda estamos avaliando exatamente estes dados mas, ao mesmo tempo, acho que a tendência, neste momento, é no sentido de que esta temporada seja mais agitada”, disse.

Segundo Proenza, o Centro Nacional de Furacões divulgará sua previsão oficial para 2007, bem mais fundamentada, na terceira semana de maio. “Há muitos fatores que podem influenciar essa previsão. E eu peço aos senhores um pouco de paciência e que esperem até analisarmos todos esses fatores”, disse.

Prejuízos
Em 2005, o Katrina matou cerca de 1,5 mil pessoas na costa sul do País, deixou dezenas de milhares de desabrigados e provocou prejuízos de bilhões de dólares. Por causa da possível redução da capacidade de refino de petróleo, afetada pelos furacões, os prejuízos podem se repetir.

“As tempestades mais fortes deste ano devem ser o tipo de perturbação sentida nas carteiras e bolsos”, afirmou Bastardi do AccuWeather. Há dois anos, a passagem do Katrina fez o litro da gasolina subir acima de 0,80 dólar, um recorde. Um mês depois, o Rita reduziu em 14 por cento a capacida-de de refino de petróleo dos EUA.

Bastardi previu também que o Nordeste dos EUA passará os próximos dez anos sendo afetado por tempestades violentas.

“No ano passado, o Nordeste pode ter se esquivado da bala, mas infelizmente não se pode ter tanta sorte por tanto tempo. Estamos em um padrão semelhante ao do final da década de 1930 e começo da de 40, quando o Nordeste foi atingido por duas fortes tempestades.”
A relativa calma da temporada passada – desmentindo as previsões – não reverte a tendência de mais tempestades, segundo Bastardi. Em 2005, foram 28 tempestades e 14 furacões, uma temporada um pouco mais ativa que a de 2004.

“Estamos vivendo um tempo de dificuldade climática,” disse Bastardi. “Estamos em um ciclo onde os extremos climáticos são mais a norma que a exceção.”

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