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Especialistas contam como seria vida de Jackson na prisão

Enquanto Michael Jackson espera nervoso o veredicto do júri no julgamento em que é acusado de abuso sexual infantil, um futuro ainda mais duro pode estar lhe aguardando numa prisão estadual da Califórnia caso seja considerado culpado.

Será que Jackson é muito frágil e refinado para suportar a prisão? Ou os 40 anos em que passou no implacável mundo da música o fizeram mais resistente do que aparenta ser?

“Para qualquer celebridade que tenha tido uma vida plena de poderes custará muito se adaptar à prisão”, disse J. Randy Taraborrelli, autor de uma biografia do cantor, publicada em 1991, chamada “Michael Jackson: the magic and the madness” (Michael Jackson: a magia e a loucura).

Se Jackson for considerado culpado de pelo menos uma das 10 acusações, ele poderia ser condenado a pelo menos um ano de cárcere sem nenhum tipo de privilégio.

Mas, se o considerarem culpado de todas as acusações, o artista poderá enfrentar uma pena de cerca de 20 anos de prisão.

O fato de ser famoso mundialmente faria com que provavelmente, depois de passar por uma avaliação física e psicológica, fosse confinado a uma cela solitária em uma unidade especial para garantir sua segurança, segundo funcionários do sistema carcerário.

Há apenas uma prisão com essas condições na Califórnia. Entre os detidos ali está Charles Manson, líder de uma seita satânica que assassinou um grupo de pessoas em 1969, entre elas a atriz Sharon Tate. Também se encontra no local o assassino de Robert Kennedy, Sirhan Sirhan.

Os dois criminosos foram levados a esse cárcere em razão do delito que cometeram, da fama e pelo fato de que criaram inimigos em todo o estado da Califórnia, significando que a segurança deles estaria em risco em outro lugar.

“Apesar da fama do senhor Jackson, se o conderarem à prisão, ele seria um preso e não se poderia dar direitos que outros presos não têm”, disse um porta-voz do sistema penitenciário da Califórnia.

“Mas, por causa de sua fama, temos de tomar medidas extras para garantir sua segurança”, assinalou.

ESTRESSE E ENFERMIDADE

Provavelmente Jackson não teria contato com outros presos. Os alimentos dele seriam preparados por funcionários da prisão e não por outros detentos. No entanto, como o restante do presos, teria de usar o uniforme habitual: camisa azul e calças de brim. A única peça de roupa própria que poderia usar seria a cueca.

Jackson poderia escolher entre fazer exercícios sozinho ou com dois outros presos. Se surgirem preocupações com sua saúde mental, o colocariam em observação durante 24 horas por dia a fim de evitar suicídio.

A ansiedade já causou problemas de saúde ao cantor. Ao menos em quatro ocasiões durante o julgamento Michael Jackson teve de ir a um hospital por causa de gripe, dores nas costas ou desidratação.

“Ele fica perturbado, não bebe nada, não come, não consegue dormir”, disse à Reuters em 2003 o advogado da família Brian Osman, quando o cantor foi hospitalizado por desidratação.

Jackson, 46 anos, admitiu em uma entrevista de rádio transmitida em março que nunca foi de comer muito.

“Elizabeth Taylor costumava me alimentar, algumas vezes me dando comida com as mãos, porque tenho problemas para comer. Faço o melhor que posso”, disse ao líder de direitos civis e reverendo Jesse Jackson.

Um investigador particular, contratado em março pelo artista, disse na semana passada à revista Vanity Fair que o cantor parecia estar aterrorizado com a idéia de ir para a cadeia.

“Agia como se estivesse em pânico. Me perguntava constantemente como era a vida na prisão e se poderia assistir a filmes ali”, disse o investigador Gordon Novel.

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Gazeta Admininstrator
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