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Especial de imigração – Série ?Cruzando as Fronteiras? Agentes americanos apertam fiscalização

Especial de imigração – Série “Cruzando as Fronteiras”
Com o aumento do número de brasileiros ilegais presos na fronteira, agentes americanos apertam fiscalização

Por Silvana dos Santos
silvanagazetanews@yahoo.com

Não há como negar. Os jornais divulgam, os números mostram: realmente, no último ano foi registrado um aumento no número de brasileiros que fizeram as malas e se arriscaram em direção aos Estados Unidos em busca do famoso “sonho americano”.
Por dia, os agentes de imigração prendem de 150 a 200 brasileiros somente nas ruas de McAllen, no Texas. Até maio de 2005, foram contabilizados 22.000 ilegais presos na fronteira do México. A maior parte deles foram capturados nas cidades de McAllen, Rio Grande Valley, Harlingen, Laredo, El Paso, San Antonio no Texas e Tucson no Arizona.
Para os que são capturados na fronteira, há duas alternativas. Se os centros de detenção locais e federais tiverem espaço suficiente, os imigrantes ficam detidos até o dia do julgamento. Só que, como freqüentemente não há espaço suficiente, os OTMs – (other than Mexicans – outros além de mexicanos) como são chamados os brasileiros – recebem uma notificação para comparecerem no dia da audiência. E como é sabido, nenhum comparece.
Os agentes se revoltam dizendo que esta é uma brecha que permite que os ilegais sumam pelo país, o que não deixa de ser verdade: geralmente eles tomam um ônibus que os leva até a rodoviária e de lá seguem para os aeroporto de Houston onde tomam vôos para diferentes destinos dentro do país. Os mais comuns para os brasileiros são Boston (MA), Newark (NJ) ,Somerville (MA), Atlanta (GA), Pompano Beach (FL), Deerfield Beach (FL) e Boca Raton (FL).
Medidas de emergência

Para tentar conter a entrada desses ilegais, o departamento de patrulha de fronteira abriu um concurso no dia 1º de julho para contratar mais agentes para fiscalizar o Sul e o Oeste do Texas, Novo México, Arizona e Califórnia.
O deputado republicano do Texas Silvestre Reyes, indignado com a situação, disse que é preciso tomar medidas de emergência para controlar o aumento no número de imigrantes cruzando a fronteira. Na época em que atuou como agente de patrulha de fronteira, em 1989, ele lutou pela construção de uma detenção temporária para deter os imigrantes ilegais até a data de sua deportação.
No último final de semana, todavia, a Patrulha de Fronteira apertou a fiscalização e tomou algumas medidas para mudar o quadro de impunidade. Ela organizou cerca de 50 camas extras de detenção para os OTMs e acelerou o procedimento de deportação, permitindo que os supervisores analisassem os casos em vez de enviá-los para os juízes de imigração. Isto garantiu a habilidade de enviar rapidamente de volta os imigrantes ilegais para seus países de origem.

Histórico de ilegalidade

Depois de anos de estudo, as autoridades americanas notaram que muitos brasileiros que entravam no país com visto de turismo permaneciam além do prazo estipulado para a permanência e desapareciam em meio a população.
Após “11 de setembro”, para tentar impedir esse aumento, o governo começou a ser mais seletivo na concessão de vistos, negando o acesso a vários brasileiros que tentavam entrar nos Estados Unidos como turistas.
Em 2002, porém, o México abriu uma brecha para a ilegalidade. O país deixou de exigir visto dos turistas brasileiros, estimulando o turismo e conseqüentemente criando uma rota alternativa para visitantes entrarem nos Estados Unidos. Para os brasileiros que passavam por uma situação financeira ruim no país, essa era a chance de tentar uma nova vida.

Motivos da migração

Ao contrário do que muitos pensam, essa migração em massa não se deve somente à repercussão da novela “América” no Brasil – que mostra as aventuras de uma imigrante brasileira conquistando seus sonhos na “terra do tio Sam” – ou às reportagens que relatam o sucesso financeiro dos brasileiros que residem no país.
O maior incentivo está, sim, na propaganda “boca-a-boca” e real de parentes, amigos e vizinhos que estão trabalhando nos Estados Unidos e conquistando o que anos de trabalho duro no Brasil não foram capazes de oferecer.
É esse o “xis” da questão: a difícil situação econômica no Brasil e a possível (e quase garantida) prosperidade em solo americano estimula o crescimento no êxodo em direção à “América”. Especialistas afirmam que os esquemas para burlar as imigrações americana e mexicana, combinados com a falta de perspectiva diante dos problemas econômicos brasileiros, têm estimulado ainda mais o tráfico ilegal.
Para brecar esse fluxo só medidas muito drásticas. Primeiro, seria necessário corrigir o problema da sua origem, que é a difícil situação econômica brasileira. Em segundo, a fiscalização americana teria que impôr punições mais rígidas para impedir que tantos ilegais arrisquem suas vidas para entrar no país.

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