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Entrevista com o defensor da Seleção Brasileira, Lúcio.

Dois jogos, seis pontos, nenhum gol tomado… tudo parece estar indo de acordo com os planos para o Brasil, atual campeão mundial, na Copa do Mundo da FIFA Alemanha 2006.

Tendo vencido a Croácia por 1 a 0 e a Austrália por 2 a 0, os pentacampeões mundiais só precisam de um ponto em sua partida final da primeira fase contra o Japão em Dortmund, na noite de quinta-feira, para terminarem em primeiro lugar no Grupo F.

Antes da partida contra os co-anfitriões da Copa de 2002, jornalistas do site oficial da Fifa conversou com o zagueiro brasileiro Lúcio sobre o Japão, a forma atual da seleção brasileira e suas impressões até agora sobre o torneio.

Lúcio, como você vê a partida final do Brasil na primeira fase, contra o Japão?

Temos um histórico perfeito até agora e já nos classificamos para as oitavas-de-final, o que quer dizer que podemos ficar um pouco mais tranqüilos em termos de forma de jogar. Mas uma partida de Copa do Mundo é sempre algo de especial, e queremos ter certeza de que terminaremos em primeiro lugar no grupo.

É claro que o técnico do Japão, o Zico, é um ídolo no Brasil…
Ele certamente é. O Zico é uma das figuras emblemáticas do futebol brasileiro. Ele foi um grande jogador, de habilidade inacreditável e alto profissionalismo. Eu costumava ficar assombrado com ele quando ainda jogava pelo Flamengo, mas o melhor de tudo é que ele também é uma ótima pessoa. Eu tive a felicidade de conhecê-lo pessoalmente, e ele é realmente gentil e amistoso.

Então, se alguém sabe como vencer o Brasil, deve ser o Zico…
Sabemos que não será um jogo fácil, já que o Japão precisa de uma vitória para passar para a próxima fase. Estou esperando um bom jogo contra eles.

Todo mundo espera que o Brasil jogue com talento, habilidade e arte, mas as primeiras duas partidas da seleção foram basicamente uma demonstração de um jogo sólido e pragmático. Estamos vendo outro lado dos canarinhos?

Sempre que o Brasil joga, o adversário tem algo a mais por que lutar. Todo mundo quer vencer o Brasil, e nossos atacantes freqüentemente recebem tratamento especial. Começamos quase toda partida como favoritos e normalmente esperam que ganhemos. Isso dificulta jogar um futebol fluido e eficaz. E no fim das contas, vencer é o que importa.

Vocês já se classificaram para as oitavas-de-final, o que alivia um pouco da pressão. Veremos o famoso jogo bonito contra o Japão?

Queremos ter certeza de terminar o grupo em primeiro lugar e continuar a jogar um futebol consistente – essas são nossas prioridades. O jogo contra o Japão também é uma forma de preparação para as oitavas-de-final. É claro que poderemos jogar com um pouco menos de pressão e é claro que seria bom se pudéssemos mostrar mais futebol-arte.

Em que aspectos você acha que o Brasil ainda precisa melhorar?

O mano a mano, especialmente no meio de campo, definitivamente precisa de aperfeiçoamento. Quando atacamos precisamos ir para frente mais rapidamente. Isso tornará o time realmente difícil de vencer.

Você tem gostado da Copa do Mundo da FIFA até agora?

De um ponto de vista futebolístico, parece que as grandes equipes irão até a próxima fase. Não houve grandes surpresas ou decepções, como os que ocorreram há quatro anos, na Ásia. Todas as 32 equipes têm se mostrado muito forte até agora, pelo menos em termos físicos. Fora do campo, eu tenho a impressão de que tudo está correndo como um relógio – a organização, os estádios… tudo parece perfeito.

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Gazeta Admininstrator
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