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Emoção no enterro de Eliete Barcelos

Numa tocante cerimônia marcada pela dor e inconformidade de parentes e amigos, a brasileira Eliete Barcelos foi sepultada no Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O enterro só pôde ser realizado no dia 10 de janeiro, mais de duas semanas depois da tragédia em Atlanta.

A jornalista de 33 anos foi morta pelo ex-namorado, Marley Alves Pereira, no dia 26 de dezembro no quarto do Hotel Comfort Inn, em Atlanta. Os corpos de Eliete e Marley, só foram encontrados pela polícia um dia após o fatídico homícidio. Marley portava um rifle e a disparou contra o rosto de Eliete. Em seguida Marley atirou contra a própria cabeça, suicidando-se. Os dois terminaram o namoro de aproximadamente um ano e três meses. Segundo relatos da amiga de Eliete, Grasyelle Cabral, a causa do crime teria sido o ciúme doentio que Marley tinha de Eliete.

“Ele não aceitou o final do relacionamento e começou a ameaçá-la. Entretanto, ninguém imaginou que ele poderia cumprir as promessas”, enfatiza a amiga. De acordo com Grasyelle, o relacionamento desde o começo foi conturbado, pois Marley sentia ciúme até dos contatos profissionais que Eliete fazia. Ela era jornalista e morava há seis anos nos Estados Unidos. Era sócia de uma revista e de um site escritos para a comunidade brasileira de Atlanta. Também atuava como “promoter”, organizando eventos como o Miss Brasil USA, na Georgia.

Em seu depoimento ao jornal “Brazilian Times”, Grasyelle ressalta que desde o início o relacionamento foi conturbado e a causa principal do término do romance foi o ciúme. “Ele vigiava a Eliete o tempo todo. Ela não tinha mais privacidade. Ele desconfiava de tudo o que ela fazia”, destaca. O casal começou o romance depois que Marley enviou alguns e-mails para Eliete elogiando seu trabalho e convidando-a para sair. “Depois de muita insistência ela aceitou sair com ele”, conta a amiga.

O relacionamento durou um ano até que cansada do comportamento de Marley, Eliete quis pôr fim ao relacionamento. “Desde então as ameaças ficaram freqüentes”, afirma a amiga. Marley chegou a ir morar em Miami por um tempo, mas mesmo de lá continuava a insistir na relação.

“Em dezembro afirmou que iria embora para o Brasil, só que antes disse que tinha um presente para dar a Eliete”, comentou Graysielle. Ele chegou a Atlanta no dia 24 e nos dias que antecederam o crime premeditou tudo o que faria, como por exemplo alugar o quarto do Hotel por dois dias, onde aconteceu o crime. No domingo 26, Eliete teria recebido a ligação de Marley para que ela fosse ao seu encontro. “Acho que ela aceitou ir no local combinado para pôr fim ao relacionamento de uma vez por todas”, conta. Entretanto, foi surpreendida com a armadilha do rapaz, que disparou um tiro contra o seu rosto vindo a se matar logo em seguida. Segundo informações da polícia, não havia vestígio de luta corporal, o que leva a crer que o disparo foi realizado logo que Eliete entrou no quarto do hotel.

“No domingo à noite quando tentei falar com Eliete e ela não atendeu o celular achei que algo de estranho estava acontecendo. Isso não era comum, pois sempre retornava as ligações recebidas”, e complementa, “tanto eu quanto a família e o seu filho, o João Pedro, ainda estamos chocados com o que aconteceu. Eliete era uma pessoa especial. Não havia quem não gostasse dela. Ela era uma pessoa tranqüila, que passava muita serenidade nos seus gestos e no seu olhar. Perdi além de uma amiga, também uma irmã”, conclui.

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Gazeta Admininstrator
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