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Embaixadas dos EUA entram em alerta após execução de Saddam

O Departamento de Estado americano advertiu às embaixadas dos Estados Unidos no mundo que revisem suas medidas de segurança em prevenção a eventuais reações à execução do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

“Enviamos uma notificação a nossas missões diplomáticas pedindo simplesmente que revisem suas ações de segurança por causa da execução”, afirmou uma porta-voz do Departamento de Estado, que preferiu não ser identificada.

A porta-voz assegurou que a advertência não pede ações específicas, destacando que cada embaixada tem seus procedimentos em termos de segurança.

Consultada a respeito se alguma ameaça havia precipitado a advertência, a porta-voz disse que não estava a par de tal situação.

Saddam Hussein foi enforcado na madrugada de sábado(30) por crimes contra a humanidade, um fim dramático e violento para um líder que governou brutalmente o Iraque por três décadas antes de ser deposto pela invasão liderada pelos EUA em 2003.

Imagens de seus últimos momentos divulgadas pela televisão mostraram o ex-ditador calmo antes da execução.

“Foi muito rápido. Ele morreu na hora”, disse à Reuters um oficial iraquiano que testemunhou o enforcamento, acrescentando que o corpo foi deixado pendurado por dez minutos e a morte foi registrada à 1h10 (horário de Brasília).

Saddam, que tinha 69 anos, não quis colocar o capuz negro na cabeça ou ter um clérigo presente, mas rezou rapidamente antes de os carrascos mascarados colocarem a corda em seu pescoço.

Um canal de TV xiita exibiu imagens granuladas do corpo vestido numa mortalha branca, mostrando Saddam com o pescoço marcado aparentemente por sangue ou um ferimento na bochecha.

O corpo foi levado para sua cidade natal de Tikrit para ser enterrado por líderes de uma tribo no domingo, informaram um advogado de defesa e uma fonte do governo iraquiano.

Yahya al-Atawi, um clérigo sênior muçulmano sunita em Tikrit, disse à Reuters por telefone que o chefe da tribo Albu Nasir, Ali al-Nida, já recebeu o corpo.

“O corpo está agora em Awja e provavelmente será enterrado esta noite”, disse ele.

Três décadas após Saddam estabelecer sua regra pessoal de força, a execução encerra um capítulo da história do Iraque, marcado por guerra com o Irã e invasão do Kuwait em 1990 que o transformou de aliado a inimigo dos Estados Unidos.

Mas, conformou afirmou o presidente norte-americano, George W. Bush, em comunicado, a violência sectária que leva o Iraque a uma guerra civil não acabou.

Explosões de carros-bomba supostamente por insurgentes sunitas mataram mais de 70 pessoas em Bagdá e perto da cidade sagrada xiita de Najaf, atingindo áreas ocupadas por muçulmanos xiitas oprimidos há décadas e agora em ascendência.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki pediu aos sunitas membros do ex-partido Baath, de Saddam, que acabassem com sua insurgência.

“A execução de Saddam põe um fim a todas as apostas patéticas de um retorno à ditadura”, disse Makili, que apareceu na televisão assinando com tinta vermelha a ordem de uma execução à qual ele não compareceu.

Mas há poucos indícios de que a violência terminará.

O presidente dos EUA, George W. Bush, que considerava Saddam uma ameaça, apesar das supostas armas de destruição em massa nunca terem sido encontradas, disse: “Levar Saddam Hussein à Justiça não acabará com a violência no Iraque, mas é um marco importante no caminho do Iraque rumo a uma democracia capaz de se governar, sustentar e defender.”

A morte de seis soldados elevou o número de militares norte-americanos mortos para próximo da marca de 3 mil. Bush já enfrenta o crescente descontentamento público com a guerra, enquanto o Iraque ruma para uma guerra civil total entre os sunitas e a maioria xiita.

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