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Em Portugal, Lula descarta 'pirotecnia' em ano eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Portugal que seu governo não vai fazer “pirotecnia” em 2006, quando o Brasil tem suas próximas eleições presidenciais.
Ele se comprometeu “moralmente” a não fazer “nenhum gesto” e não adotar “nenhuma medida” que possam “colocar em risco a solidez das coisas que nós construímos até agora com muito sacrifício”.

“O Brasil já teve muita pirotecnia”, disse Lula em discurso para uma platéia de empresários portugueses e brasileiros no Porto.

“Já houve muitos mágicos no Brasil. Já se inventou plano à meia-noite que acabou de madrugada. Já se inventou plano que parecia que o Brasil ia ficar rico, e, quando terminava o plano, o Brasil estava mais pobre. Nós não faremos isso.”

Generosidade

Lula discursou na abertura de um seminário comercial na cidade do Porto, a primeira parada de sua atual viagem à Europa, que também inclui paradas na Espanha, na Itália e na Rússia.

Ele criticou governantes que “ficam mais generosos” na medida em que se aproximam eleições.

O presidente afirmou que isso pode levar a “atos de irresponsabilidade, até porque o dinheiro que ele vai gastar não é dele, é um dinheiro arrecadado do povo”.

Mas Lula prometeu que isso não vai acontecer no seu caso.

“Eu não vou carregar nas minhas costas a responsabilidade de não ter consolidado a chance de o ser definitivamente um país desenvolvido.”

“Em economia não existe mágica. Existe responsabilidade e oportunidades.”

O presidente apresentou um balanço positivo dos indicadores econômicos brasileiros, afirmando que eles não são “frutos passageiros”.

Segundo Lula, eles são um “argumento sólido” para que os empresários portugueses apliquem mais recursos no Brasil.

Os investimentos diretos dos portugueses no Brasil caíram de US$ 1,7 bilhão, em 2001, para US$ 570 milhões, em 2004.

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