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Editorial: A contribuição econômica dos imigrantes nos EUA

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Alguns estudos lançados recentemente revelam a importância da contribuição econômica dos imigrantes nos Estados Unidos, em um momento em que a política imigratória americana é assunto debatido pela mídia no mundo inteiro, reacendido com a troca do governo americano em janeiro.

Sobre a política imigratória do seu governo e como ela pode beneficiar os Estados Unidos sem prejudicar a economia trazida pelos imigrantes, o presidente Donald Trump declarou, em seu primeiro discurso no Congresso, que pretende, entre outras coisas, adotar um novo sistema baseado em mérito e na capacitação dos candidatos e que contemple o acesso ao país de pessoas com baixa qualificação para o mercado de trabalho.

Esse sistema já é adotado por países desenvolvidos como Canadá e Austrália e traria diversos benefícios como o aumento dos salários e a chegada de mais famílias à classe média, segundo Trump.

O republicano dá sinais de que uma reforma imigratória é possível sem que haja deportações em massa, como amplamente divulgado nas últimas semanas. Ele não defende conceder a cidadania aos indocumentados tão facilmente, mas estuda um caminho para o status legal e pensa, sem dúvidas, em como esses indocumentados podem contribuir ainda mais com a economia americana.

Essa abertura para um compromisso com a população indocumentada representaria um abrandamento da repressão publicada pelo Department of Homeland Security na última semana, que instruía agentes de imigração a deter e deportar qualquer indocumentado.

Economicamente falando, atualmente, os estados que mais se beneficiam da imigração são: Califórnia, Nova York, Massachusetts, Washington D.C. e Flórida, respectivamente. Nesses e em outros estados estão concentradas as 20 áreas metropolitanas com maior número de imigrantes, 60% dos 11,1 milhões de indocumentados, segundo dados do Pew Research Center.

Colocando a população indocumentada da Flórida em números, a área metropolitana do sul do estado, principalmente Miami, Fort Lauderdale e West Palm Beach, é a quinta maior nos Estados Unidos, com 450 mil imigrantes não-autorizados.

De acordo com o Instituto de Tributação e Política Econômica dos Estados Unidos, conceder status legal aos imigrantes indocumentados aumentaria as contribuições de impostos estaduais e locais em $ 2,1 bilhões por ano.

A Flórida é o estado que possui a quarta maior população de imigrantes do país, e é também o quarto lugar em trabalhos gerados por negócios dessa parte da população, aponta o WalletHub, um site de análise de finanças pessoais.

Brasileiros e imigrantes de outros países vêm transformando a economia floridiana ao longo dos anos, e, contando com os indocumentados, o mercado recebe destes uma contribuição de $437 milhões de dólares anuais. Só na área de Orlando, a arrecadação com essa parcela da população é de $107 milhões de dólares, e na área de Tampa, a receita é de $72,9 milhões de impostos de indocumentados.

Aumentar a consciência pública sobre as contribuições dos imigrantes indocumentados para as economias locais é dar visibilidade a um outro ponto de vista sobre a imigração. Indocumentados ou não, foi-se o tempo em que imigrantes apenas tiravam o dinheiro de onde estavam para mandar para o seu país de origem. Hoje eles também fortalecem, e muito, a economia local e nacional.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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